Parcerias favoreceram para que o número de cobras seja três vezes maior
A equipe do Centro de Manejo da Fauna Silvestre Brasileira – Região do Contestado (Cefasil) da Universidade do Contestado, campus Caçador reiniciou os trabalhos de 2008 contando com mais animais para extração da peçonha e demais pesquisas.
Graças às parcerias com bombeiros do Estado, com a Fundação Cobra Viva de Indaial e ao convênio firmado no final do ano passado com o Instituto Butantã, o número de cobras já é três vezes maior, vindas de todas as regiões do Estado. "Estamos recebendo principalmente cobras da espécie jararacuçu (Bothrops jararacussu), animal mais peçonhento que a Jararaca e com uma quantidade bem maior de veneno, fato que conta positivamente no trabalho de extração", explica o coordenador do Serpentário, Alvaro De Cesaro.
A Universidade do Contestado está trabalhando firme para Caçador se tornar um posto avançado no Estado em pesquisas com cobras, junto com a fundação Cobra Viva de Indaial, para recebimento de animais, criação em cativeiro e extração do veneno para produção do soro antiofídico, primeiro para uso veterinário e depois, para uso em humanos.
Nos próximos dias, De Cesaro e o laboratorista Marcos Tsuzuki, junto com uma equipe da Fundação Cobra Viva, irão visitar o Instituto Butantã em São Paulo para encaminhar as ações previstas no convênio firmado no ano passado, como cursos e estágios, se interar do andamento dos projetos para aquisição de equipamentos e trazer animais para tentar sua criação em cativeiro como Cascavel e Surucucu. "Agora vamos começar a estreita os laços com o Instituto Butantã", revela.
O Serpentário
O Serpentário da UnC ou Centro de Manejo da Fauna Silvestre Brasileira – Região do Contestado (Cefasil) existe há três anos em Caçador. As pesquisas são feitas por estudantes de cursos das áreas da saúde, exatas e da terra da UnC, e contam com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de SC (Fapesc), Epagri, Fundação Cobra Viva e Indaial e do Instituto Butantan, responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidas no Brasil.
Os trabalhos iniciaram depois que um colecionador doou mais de 40 cobras à Universidade. Os animais despertaram interesse entre os cursos, que começaram a pesquisar as reações dos venenos, diferentes de cobra para cobra.
Mais informações pelo fone 3561 - 6200





