O prazo terminou no dia 31 de março e até agora, não houve a prestação de contas de valores recebidos pela União das Associações de Moradores, para reforma e adequação de quatro centros comunitários, visando cumprir exigências da Vigilância Sanitária. Isso fez com que a Comissão de Finanças, Orçamento e Contas do Município, convocasse uma reunião na tarde de segunda-feira, com a presença dos dirigentes comunitários. Até o momento, nenhuma das reformas teve início, por falta de projeto.
A verba de R$61.000,00, foi destinada para a União, através do projeto de lei 135/05, encaminhado pelo poder executivo no dia 12 de dezembro do ano passado, sendo aprovado em sete dias de tramitação, pois se tratava de um caso urgente, segundo os dirigentes. Com estes recursos, a União das Associações esperava reformar os centros comunitários da Vila Kurtz, bairro Sorgatto, bairro Martelo e Cohab I, cabendo para cada um uma parcela de R$15.250,00. Para baratear as obras, a entidade investiu toda a verba em materiais de construção, que estão depositados numa loja da cidade.
O problema, segundo o presidente da União, Clorí Pistore, é que agora não existem recursos para pagar engenheiros e arquitetos para fazerem os projetos, bem como recolher as taxas obrigatórias. Com isto, tudo está parado e a entidade não tem como prestar contas.Ele acrescentou que buscará uma parceria com a prefeitura ou com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Caçador para resolver o impasse. O presidente da comissão, vereador Antonio Gilberto Gonçalves afirmou que a situação é preocupante e sugeriu que aquelas associações que tiverem os recursos em caixa para pagamento dos projetos, sejam beneficiadas com os recursos.
Ele afirmou que talvez tenha faltado experiência para os dirigentes comunitários, pois poderiam ter utilizado os recursos para confecção dos projetos e terem iniciado as reformas, podendo agora pedir mais verbas para conclusão. “ Do jeito que está ficou difícil, pois as obras nem começaram. Não temos nem como aprovar outro projeto neste sentido”, explicou. De comum acordo, os vereadores Antonio Gilberto Gonçalves, Sérgio D´Agostini e Alcedir Ferlin, que também integram a comissão, decidiram dar mais 30 dias de prazo para a União apresentar uma solução. Se isto não ocorrer, poderá ser exigida a conclusão das obras ou devolução dos valores para os cofres públicos.





