3 de outubro de 2026
Sem tabaco

Ex-fumantes comemoram um ano de “Tabaco Zero”

No dia mundial contra o cigarro, eles são exemplos pra quem quer largar o vício

Por Caçador Online

O aposentado Sebastião Moreira, 64, é o mais novo integrante do Grupo de Apoio Tabaco Zero, mantido pela Secretaria Municipal de Saúde e que funciona na Casa Lar São José, no bairro Gioppo.

Nesta terça-feira (30), Sebastião juntou-se a outros 20 fumantes e ex-fumantes com um único objetivo: parar definitivamente de fumar. “Larguei o cigarro há uma semana porque comecei a sentir dores no estômago. Está sendo difícil e por isso eu resolvi procurar ajuda”, explica Sebastião.

Daqui a exatos dez dias, o “Tabaco Zero” de Caçador completa um ano de existência. Desde 10 de junho de 2005, eles se reúnem toda terça-feira para trocar experiências, dar depoimentos, dicas, enfim, se ajudar e ajudar os colegas no combate ao vício da nicotina. “Este foi o primeiro grupo que depois de fazer o tratamento na Secretaria de Saúde resolveu continuar se encontrando”, explica a coordenadora Sirlei.


José exibe a camisa do projeto mantido pela Secretaria Municipal de Saúde

Constantemente o grupo recebe visitas de profissionais da saúde, como médicos, dentistas, psicólogos e enfermeiros que voluntariamente dão orientações sobre doenças e tratamentos relacionados ao tabaco. “Em especial, o Dr Álvaro Prietto Junior que foi nosso grande incentivador e quase sempre está aqui nos orientando”, afirma Sirlei.

Exemplos de força de vontade

Mas nem só pessoas que tiveram contato com o cigarro freqüentam o grupo. Isolino Guidini, por exemplo, é um dos integrantes mais presentes e empolgados do grupo sem nunca ter fumado na vida. “Eu acho importante participar porque o fumante precisa de toda  ajuda e apoio. Muita gente aqui se não freqüentasse as reuniões tenho certeza que voltaria a fumar”, relata.


Sebastião (direita) ao lado do amigo Guidini, quem o incentivou a participar do grupo

De acordo com Guidini, para abandonar o vício é necessário ter acima de tudo força de vontade. “O primeiro passo é querer mesmo para de fumar”. Este foi o caso de Lucimeri Vieira da Silva, 38. Fumante desde os 12 anos de idades, ela resolveu largar o cigarro por causa da filha. “Minha filha estava grávida e eu percebi que o cigarro só ia prejudicar eu, ela e minha neta”, diz.


Dete, Sirlei e Meri, fundadoras do primeiro Grupo de Apoio Tabaco Zero em Caçador

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