3 de outubro de 2026
Feinacc 2007

Edson e Hudson recriam os maiores hits sertanejos

Por Ass. Imp. Feinacc 2007

Quando a música sertaneja chegou ao lugar a que fazia jus, a partir dos anos 80, houve quem fosse capaz de apostar seus anéis que ela seria um mais um modismo passageiro no cenário artístico nacional. Porém, ao contrário do que se apregoava, em vez de baixar, a poeira subiu mais ainda. E as águas, no lugar de secarem, viraram cachoeira.

É embalados pela força desta correnteza que Edson e Hudson apresentam o show "NA MODA DO BRASIL AO VIVO". Como recheio do espetáculo, algumas das mais bem-sucedidas canções que ajudaram a pavimentar a estrada sertaneja para que o gênero chegasse aonde está. Que, nunca é demais afirmar, tem, hoje em dia, os próprios Edson e Hudson como uma de suas principais forças.

Dá para resumir a concepção do projeto em poucas palavras: uma idéia na cabeça e um violão nas mãos. Mais exatamente quatro violões, contando os que os dois irmãos empunham, reforçados pelos músicos de sua própria banda, mais um baixo, dois teclados e uma bateria.

Bastou Edson e Hudson fuçarem em suas lembranças, para puxar as músicas que compunham seu repertório antes que ambos virassem uma referência nacional no gênero. "A maioria é de canções que levávamos nos palcos de circo e outros palcos, quando éramos crianças", conta Edson, afirmando que os arranjos são pensados de forma a manter em cada canção a essência original.

Hoje, com a carreira consolidada por 1 milhão de discos vendidos em 12 anos de carreira fonográfica, Edson está com 32 anos e Hudson, com 34. É o segundo, aliás, quem se encarrega dos bem-executados floreios de violão da gravação. O novo CD é o 11º da dupla e o DVD, o segundo. O exercício de memória empreendido pela dupla trouxe à tona clássicos como as toadas rancheiras VIVA A VIDA (José Rico), que abre o CD e o DVD, ESTRADA DA VIDA, VÁ PRO INFERNO COM O SEU AMOR e DO MUNDO NADA SE LEVA, que antes ganharam as paradas nas vozes de Milionário e José Rico. São também da época as guarânias AS ANDORINHAS e BLUSA VERMELHA, além do xote ligeiro BOBEOU... A GENTE PIMBA, que aqui ganham roupagens diferentes das que foram dadas pelo Trio Parada Dura. O tom bem-humorado marca também O PALCO CAIU, que já havia recebido uma leitura por Leo Canhoto e Robertinho e outra pelo próprio trio goiano, cujo estilo é lembrado igualmente na igualmente divertida BICHO BOM É MULHER. GALOPEIRA, a canção rancheira de Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho, aparece numa dobradinha com DO MUNDO NADA SE LEVA.

O passeio pelo passado faz escalas também em alguns dos melhores momentos do romantismo sertanejo. Por exemplo, quando Edson e Hudson fazem reverência a dois nomes históricos do gênero: João Mineiro e Marciano, porta-vozes dos sucessos AMOR E AMIZADE, MEU DESESPERO/A TABELA e AINDA ONTEM CHOREI DE SAUDADE.

Algumas das canções selecionadas exalam cheiro de mato. É o caso de POMBINHA MENSAGEIRA e SAUDADE DA MINHA TERRA. Esta última, aliás, mesmo gravada nos anos 60, é uma das mais pedidas nos bares dedicados ao som sertão. Pode-se dizer o mesmo de HOJE EU NÃO POSSO IR, um marco na trajetória de Tião Carreiro e Pardinho.

Os amores impossíveis também ganham diferentes desdobramentos na seleção feita por Edson e Hudson. Pode vir na forma de O DOUTOR E A EMPREGADA, num desabafo musical contra o preconceito social gravado originalmente por Simão e Sabino, quase levar às lágrimas, como em QUEBRADAS DA NOITE, no tema de dor-de-cotovelo chegou às paradas na voz de Chrystian e Ralf, ou na toada VIOLA ESTÁ CHORANDO, que primeiro ganhou destaque na interpretação de João Mineiro e Marciano. O repertório traz ainda O IPÊ E O PRISIONEIRO, a história cantada de uma paixão que acaba em crime passional - mais uma campeã de pedidos nas rodas violeiras - e O TROPEIRO/ EL BANDOLEIRO, uma versão que retrata de forma fiel a vida dos cantadores. Um repertório, enfim, cujos acordes ainda hoje mexem com as emoções dos fãs de todas as idades, além de alimentar a inspiração dos poetas do gênero sertanejo.

Edson e Hudson se apresentam no palco principal do Parque das Araucárias no dia 12 de outubro, às 23h30 horas. Ingressos antecipados a R$ 15 reais ou na portaria por R$ 20 reais. Passaporte para os quatro dias, pode ser adquirido por R$ 40 reais nos pontos de venda. Mais informações no site www.feinacc.com.br.

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