A Prefeitura de Caçador através da Fundação Municipal de Esportes juntamente com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Caçador (APAE) e Associação dos Pais e Amigos dos Surdos de Caçador (APAS) investem na modalidade de Bocha Paralímpica, de Deficiência Visual (DV), Deficiência Auditiva (DA) Deficiência Física (DF) e Deficiência intelectual (DI). Cada uma destas categorias é treinada por professores especializados que incentivam e ajudam no desenvolvimento do paratleta os preparando para competições como os Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (PARAJASC), que acontecem de 26 a 31 de maio, em Chapecó.
A Bocha paralímpica é treinada pela professora Debora Maciel desde 2010, que tem como alunos os paratletas Rodrigo de Mello e Gabriel Emmer. A Bocha paralímpica é voltada para as pessoas com deficiência múltipla (paralisia cerebral) e três membros comprometidos.
Rodrigo e Gabriel treinam e competem há seis anos, sendo que ambos já conquistaram o quarto lugar nos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (PARAJASC). “É muito gratificante acompanhar a evolução deles e a força de vontade em sempre dar o melhor de si. Eles amam jogar e isso se torna prazeroso para uma professora acompanhar tamanha admiração pelo esporte”, comenta a professora.
Rodrigo destaca que o seu esforço vale muito e que ele sempre dá o melhor de si para melhorar cada vez mais. E Gabriel relata que sente muito emoção quando joga Bocha e que o esporte mostra que o deficiente tem capacidade de fazer tudo que ele quer.
As categorias de Deficiência Visual (DV), Deficiência Auditiva (DA) Deficiência Física (DF) e Deficiência intelectual (DI) são treinadas pelo professor Sady Arnadt, que este ano trouxe de volta os treinamentos do DF cadeirantes e DV. “Todas as equipes têm ótimos rendimentos e isso eu posso afirmar porque os acompanho semanalmente. Eles têm uma força de vontade e uma dedicação maravilhosa. A equipe feminina de DA foi campeã no PARAJASC de 2013 e a masculina foi vice-campeã, por isso sei que todos possuem um potencial excelente para conquistar cada vez mais medalhas”, declara Sady.
O paratleta Airton de Oliveira, deficiente auditivo, antes de iniciar os treinos no paradesporto jogava nas canchas espalhadas pelo município. “Sempre gostei de jogar bocha e hoje compareço todas as terças e quintas-feiras nos treinos”, afirma.
De acordo com a diretora de participação, Lais Souza, a modalidade de Bocha é muito disputada em todos os segmentos no PARAJASC. “No segmento DI (Deficiência Intelectual) chega a ter 33 equipes disputando entre si. Estamos entusiasmados e confiantes, pois nossos atletas se esforçaram muito e estão preparados para esta competição”, afirma.







