3 de outubro de 2026
Futebol

Bandeirinha caçadorense comemora 2013

Por Notícias do Dia

Invadir o espaço ocupado por homens não é tarefa fácil. Além de quebrar tabus, as mulheres da arbitragem de futebol são desafiadas pelo próprio preconceito feminino na hora de dominar as quatro linhas. Sabedora desse desafio, Camila Camargo e mais duas outras joinvilenses se empenham para quebrar paradigmas e mostrar que futebol é coisa de mulher, também. Dizendo estar num sonho Camila Camargo, destaca 2013 como o melhor ano de sua curta carreira de árbitra assistente, ou bandeirinha.

Aos 22 anos, Camila Camargo já faz parte do quadro de árbitros da FCF (Federação Catarinense de Futebol). Natural de Joinville, mas moradora por muitos anos de Caçador, Camila viu no pai o motivo para ingressar na carreira.

“Iniciei em 2008 por influência do meu pai que trabalha na arbitragem e há uns oito anos é assistente pela FCF. Comecei a acompanhar ele nos jogos com 16 anos. Fui a única da família que me interessei pela profissão dele e ele sempre me influenciou muito”, relembra.

Realizada como Assistente, a bandeirinha ainda vê muito preconceito com a ala feminina que se interessa por futebol. “O pessoal ainda acha que as mulheres não conhecem as regras ou não entendem o esporte. Escutamos muita piadinha. As pessoas não entendem que as mulheres também conhecem o futebol. Mas é comprovado que as mulheres têm mais concentração e com isso acertam mais”, provoca Camila.

Nada de levar a mãe para o campo

Além da arbitragem, Camila Camargo divide seu tempo em ser Assistente de Negócios entre um jogo e outro. Resumindo a carreira como paixão, a árbitra da FCF destaca sua estreia como momento marcante. “Minha estreia foi emocionante porque atuei ao lado do meu pai. Além dele ser meu maior incentivador, esteve presente comigo num momento muito importante da minha carreira. Mas minha mãe me apóia muito também. Ela me incentiva bastante, mas evito de levar ela para o campo”.

Para 2014 a meta é trabalhar num jogo de Série A catarinense e seguir não se abalando com as “cantadas”. “Escuto muitas, até de alguns técnicos, mas sei separar muito bem isso. Temos de aprender a lidar com o meio. O futebol é malandragem, temos de saber filtrar as coisas. Quando a gente entra ali (no campo) não tem diferença no jogo de ser homem ou mulher”.

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