Com a eliminação na Copa Santa Catarina, o Caçador Atlético Clube encerrou as atividades de futebol profissional em 2013, passando agora a planejar a próxima temporada. Ao avaliar o desempenho do clube neste ano, o presidente Denílson Araújo considerou satisfatório, principalmente pelo 5º lugar no Catarinense da 2ª Divisão.
“Dentro do que planejamos para o ano a avaliação é positiva. É claro que quanto tivemos uma sequência boa, oito jogos sem perder, acreditamos que poderíamos brigar por uma das vagas para a 1ª Divisão. Mas tropeçamos em jogos importantes e isso não aconteceu”, analisa o dirigente.
Para Denílson, não existe um único culpado pelo Tricolor não ter chegado nas fases finais tanto da 2ª Divisão como da Copa SC. “Uma série de fatores nos atrapalharam, desde a falta de local adequado para treinamento, passando pela arbitragem, pouco número de torcedores, falta de apoio, até alguns jogadores que esperávamos um retorno em campo que não veio”, acrescentou.
Na opinião do presidente do CAC, o planejamento de 2014 deve ser feito em cima dos erros cometidos. “Não existe um culpado, mas sim uma soma de detalhes que contribuíram em nosso desfavor. A diretoria teve erros, assim como a comissão técnica e também os jogadores”, resumiu.
Na entrevista, Denílson lembrou do jogo em casa contra o Tubarão em que um erro de arbitragem determinou o empate do time visitante, a derrota em casa para o Hercílio Luz quando o adversário estava na zona de rebaixamento e o CAC oito jogos sem perder, além da derrota para o XV de Outubro, em Indaial, onde adversários diretos do Tricolor venceram.
Ao falar de jogadores, Denílson lamentou as saídas de Yuri, volante que foi jogar na Nicarágua, e o meia Ildemar que se desentendeu com o treinador. “Foi uma pena, tenho certeza que com eles teríamos ido mais longe. No caso do Yuri não tinha como segurar. Ele está jogando na Nicarágua ganhando 4 mil dólares por mês. Espero que a carreira dele vá sempre para melhor, mas é um atleta que eu e a torcida gostaríamos de ver novamente com a camisa do CAC”.
Com o término das competições em 2013, o Caçador emprestou jogadores para outros clubes, como é o caso do lateral Edinei, do volante Pasa e do atacante Sadan que foram emprestados ao Operário de Ponta Grossa que vai disputar a 1ª Divisão do Paranaense. “A ideia para o ano que vem é ficar com esses jogadores que se destacaram e trazer outros para fortalecer o grupo”, disse.
Sobre o técnico, Denílson revela que Pedro Caçapa é o primeiro da lista. “O Caçapa teve erros como a diretoria e os jogadores também tiveram. Mas é uma boa pessoa e um grande profissional, requisitado por outros clubes, e quem sabe não estará novamente conosco no futuro”, declarou.
“Vamos fazer de tudo para subir em 2014”
A aposta do presidente do CAC é no ano de 2014 para conseguir o tão sonhado acesso à 1ª Divisão do Catarinense. Para que isso aconteça, Denílson espera ter um orçamento 30% maior do que em 2013, que girou em aproximadamente R$ 350 mil. “Já começamos a trabalhar visando a próxima temporada. Vamos precisar de grandes patrocinadores, do apoio do poder público, além de parcerias”, disse.
“A parceria com o Figueirense esse ano ficou em apenas um jogador e que foi reserva do nosso time. Mas temos a promessa de estreitar mais essa relação em 2014. Também conversamos com o presidente do Joinville que nos abriu as portas. É um trabalho de bastidores importante que precisamos fazer sempre”, afirma Denílson.
Por fim, o presidente do CAC disse ter o apoio da Prefeitura de Caçador para 2014, o que aconteceu pouco em 2013. “Tive duas conversas com o prefeito e o presidente da Fundação de Esportes que me garantiram que ano que vem serão mais parceiros. A começar pela reforma geral que será feita no estádio. Só espero que depois disso o campo não seja liberado para tudo que é jogo que acontece na cidade”, concluiu.
Além de uma vaga na elite do futebol catarinense, outra meta do CAC é conseguir uma estrutura para treinamentos. Em 2014 também há um projeto para trabalhar as categorias de base, o que não ocorreu este ano.





