A Seleção Sub-17 está completa no Azerbaijão. Com a chegada a Baku da atacante Mônica, convocada de última hora para o lugar da contundida Ketlheen, o grupo tem agora 21 jogadoras. Com ela, chegou também o administrador Gustavo Cupertino, que ficou no Brasil para acompanhá-la.
Mônica, que tem 16 anos recém completados, recebeu a notícia da sua convocação na noite de segunda-feira, véspera do embarque da Seleção para o Mundial. Surpresa, ela chegou a suspeitar da notícia. Na terça-feira pela manhã, o supervisor Mario Ribeiro recebeu um telefonema da jogadora, que queria confirmar a informação.
- Vi uma ligação do meu pai, mas ele nunca me liga à noite. Achei que tivesse acontecido alguma coisa com ele. Quando retornei, ele falou que eu estava convocada. Fiquei feliz demais, foi muita emoção - contou a atacante.
Maior incetivador de Mônica no futebol, Aldir, seu pai, fez uma verdadeira missão para ajudá-la a se apresentar para a Seleção Brasileira. Ele viajou mais de 600 quilometros de ônibus para entregar nas mãos da filha a autorização de viagem, já que por se tratar de uma menor de idade, ela precisaria do documento.
A atacante começou no futebol como a maioria das jogadoras: jogava com meninos numa escolinha. Há mais ou menos um ano, Mônica resolveu levar o esporte de maneira mais profissional e foi parar no Kindermann, de Caçador.
Já integrada ao grupo, Mônica agora só pensa em treinar para pegar entrosamento com as demais jogadoras e ficar à disposição do técnico Edvaldo Erlacher. Ela terá pouco tempo até domingo, dia da estreia da Seleção no Mundial do Azerbaijão contra o Japão.
- Agora que estou aqui é treinar e me esforçar ao máximo para ajudar o Brasil - finalizou Mônica






