4 de outubro de 2026
2012

Thaisinha e Geovana ficam no Kindermann/Marcos Olsen

Por Caçador Online

Destaques dos títulos estadual Sub-13 e dos Jogos Escolares Brasileiros e Sul-Americanos, as meninas Geovana e Thaís permanecerão no Kindermann/Marcos Olsen no ano de 2012. Apesar de sofrerem assédio de vários clubes, especialmente do Colégio Lourdes Lago, pesou o fato de terem iniciado a carreira em Caçador, as raízes familiares, a oportunidade de atuar no campo e a estrutura da equipe caçadorense.

“Decidimos Geovana e eu, que o melhor para a Geovana é atuar em Caçador, pois queremos ser exemplo para outras atletas da cidade, que tenham o desejo de representar o município. Além disso, a Geovana quer atuar no campo e o Kindermann é uma grande força no futebol”, declarou Sagüi, pai de Geovana.

Já Osmar Lemos, pai de Thaisinha, e que acompanha praticamente todos os treinos da equipe, no ginásio Flávio Cruz, mostra entusiasmo com a permanência de Thaís para a atual temporada.

“Seria injusto, após ganharmos todas as competições, tirarmos as meninas de Caçador e termos que iniciar um trabalho do zero. Estaria decepcionando atletas mais novas que desejam praticar esporte no município. Além disso, costumo acompanhar todos os treinos da Thaís e a proximidade pesou muito”.

Sagüi, também, acha injusto com pessoas de Caçador que iam até o ginásio nas categorias sub-13 e sub-15, apenas para acompanhar as amigas, o que não seria possível em Chapecó. Osmar e Sagüi declaram que a importância do Kindermann ter o treinador da seleção brasileira, Edvaldo Erlacher, pesou muito na permanência das meninas.

“Edvaldo é o treinador da seleção e um dos melhores do Brasil, se não for o melhor, e está observando as meninas de perto. E, como sabemos, Chapecó proíbe meninas que joguem futsal de representarem a seleção de campo, por isso mesmo, uma transferência ficou fora de cogitação”, afirmaram.

Os pais agradecem ao presidente do Kindermann, Salézio, e a diretora Neusa Pelegrini. “Agradecemos a Neusa e ao Salézio, pois sem a oportunidade que deram, e o empenho dos dois, que não aparecem tanto quanto as atletas, mas correm e lutam por elas, trabalham para montar a equipe e sem eles nada disso seria possível. Agora, Geovana e Thais, não poderiam deixar os dois na mão”, finalizaram os pais.

Mais notícias