O Kindermann/Uniarp/GGNet/FMEC conquistou neste domingo, dia 18, em Caçador, o título do segundo turno do Campeonato Catarinense de Futebol de Campo. A vitória de 3 a 0 sobre o Muller, de Pomerode, garantiu o primeiro lugar e a vaga na final do Estadual, diante do Olímpia (Jaraguá do Sul), campeão do primeiro turno.
A partida começou com o Kindermann buscando o ataque, no entanto a conclusão das jogadas não saia. A insistência caçadorense deu certo e aos 45 minutos a atacante Tainã, escorou escanteio batido por Andressinha, fazendo 1 a 0.
Na volta para a segunda etapa novamente as caçadorenses buscavam o ataque mas os erros nos passes não deixavam o time ampliar o placar. Na metade do segundo tempo, a goleira caçadorense Van operou um milagre para evitar o gol de empate do Muller.
O gol da tranqüilidade para o Kindermann sairia aos 37 minutos, quando a dona das bolas paradas, Andressinha, cobrou falta direta da intermediária de ataque e acabou encobrindo a goleira adversária.
O segundo gol foi um balde de água fria nas pretensões do Muller e, um minuto depois, aos 38”, Tainã fechou a conta para Caçador ao fazer o terceiro de cabeça após receber cruzamento da lateral Roberta.
Para o técnico Edvaldo Erlacher, o nervosismo das meninas é natural, já que o Kindermann tem média de idade de 16 anos e joga uma competição adulta.
“Não jogamos tudo que poderíamos nesta partida, mas os nervos vão entrando no lugar durante o jogo. Novamente a qualidade técnica individual resolveu a partida a nosso favor. Agora vamos preparar este lado emocional das atletas para jogarmos ainda melhor na decisão”, disse.
De acordo com Erlacher, a princípio as finais do Campeonato Catarinense, diante do Olímpia, serão na próxima quinta-feira, dia 23, em Jaraguá do Sul e o jogo de volta no sábado, dia 25 em Caçador. No entanto essas informações serão confirmadas durante a semana, assim como os horários das partidas.
Técnico reclama da violência
Ao final do confronto deste domingo, Erlacher soltou o verbo para cima das arbitragens que fizeram parte do Catarinense. Para ele, muitos árbitros foram coniventes com a deslealdade de muitas atletas.
“Uma de minhas jogadoras está fora da competição pois terá que fazer uma cirurgia no tornozelo depois de uma entrada maldosa que levou em outro jogo. Hoje foi a mesma coisa, as adversárias bateram muito e nem cartão amarelo receberam. Isso aconteceu em vários jogos e os árbitros faziam vista grossa. Temos que preservar as atletas e não deixar isso acontecer”, desabafa.





