Equipe do meia Talhetti bateu o Rio Branco por 2 a 0
Depois de 20 dias de competição e 88 equipes na 39ª edição da Copinha, o Figueirense superou as expectativas e conquistou o título inédito da Copa São Paulo de Futebol Junior, a mais importante competição da categoria, ao vencer o Rio Branco por 2 a 0 na manhã desta sexta-feira, 25.
O time do meia caçadorense Maicon Talhetti e do técnico Rogério Micale fez uma partida exemplar e taticamente perfeita jogando no erro do adversário, com um sistema defensivo bem armado e com muita qualidade no toque de bola.
Talhetti marcou dois gols na Copinha sendo um dos destaques do torneio. Com apenas 17 anos, o caçadorense poderá jogar mais um ano a competição de juniores.
A torcida em Caçador
Em Caçador, diversas pessoas se reuniram para assistir a partida. Do Colégio Marcos Olsen, toda a equipe que estava trabalhando parou e foi até a casa da Rosane, assistir o ex-aluno e atleta Talhetti na final.
No Bar do Vodka, foi montado um telão e mais uma televisão estava disponível para que cerca de 30 pessoas, entre familiares e amigos do jogador caçadorense estavam lá também, na torcida.



O jogo
Desde o início do jogo, o alvinegro deu sinais, que a tática utilizada durante toda a competição daria certo também na grande final. Logo aos 36 minutos do primeiro tempo o atacante Marcelo, artilheiro do Figueirense na competição com quatro gols, em uma bela jogada arquitetada pelo próprio Talhetti, balançou as redes do Rio Branco, abrindo o placar.
Segundo tempo de mais um gol
No segundo tempo, o Figueirense armou a equipe para matar o adversário em jogadas de contra-ataques, e aos poucos o time do Rio Branco foi cedendo espaço para que a equipe de Micale utilizasse essa estratégia para matar a partida.
E foi o que aconteceu: Em um lançamento longo, o atacante Marquinho, aos 23 minutos, invadiu a área e chutou cruzado para marcar o segundo gol do Figueirense na partida, numa falha do goleiro Alisson. Foi o quarto gol do atacante na "Copinha", juntando-se ao seu parceiro de ataque, Marcelo, na artilharia.
Muito atrás no placar e vendo o tempo passar, o time de Americana foi para o tudo ou nada. Só que teve mais um problema. Índio, dois minutos depois de substituir Tiago Silva, se machucou. Como o técnico Marcos Sartore já tinha feito as três trocas, ele teve de ir até o fim no sacrifício e mancando.
No final o Figueirense ainda teve uma penalidade a sua disposição, que foi desperdiçada pelo jogador Franklin. Logo após, o juiz Welton Orlando Wohnrath encerrou a partida.
Talhetti destacou a união da equipe como responsável pela vitória na Copinha. "Chegamos ao título com muita luta e garra, depois de enfrentarmos grandes equipes e nos superarmos", disse.
O meia foi revelado nas escolinhas de base do Marcos Olsen e há três anos defende o time da capital catarinense.
O estádio
O jogo aconteceu no estádio Nicolau Alayon, campo acanhado do clube Nacional, na capital paulista. O Pacaembu, tradicional palco das decisões da Copinha, está em reforma.
O Morumbi chegou a ser cogitado, mas como os dois grandes que foram até as semifinais – Internacional e São Paulo – perderam, a Federação Paulista de Futebol achou exagero levar uma partida com duas equipes de menor torcida para um estádio com capacidade para 80 mil pessoas.
As arquibancadas do Nacional nem ficaram cheias, mas o gramado ruim, prejudicado pelo excesso de chuvas e jogos seguidos, atrapalhou demais.
As duas equipes, jamais tinham chegado à final da Copa São Paulo.
A equipe
O treinador Rogério Micale escalou a equipe campeão com: Júlio César, Rafael, Luiz Eduardo e Willian; Edson Galvão, Ricardo, Talhetti (Franklin) e Luís Carlos; Marcelo e Marquinho(Jéferson).





