Caçador irá sediar neste final de semana, dias 12 e 13 de janeiro, no aeroporto municipal Dr. Carlos Alberto da Costa Neves, o curso de pára-quedismo, com a Escola Passageiros do Vento. Segundo o integrante da escola e instrutor de pára-quedismo Moacir D’Agostini, não é a primeira vez que um evento como esse é realizado no município.

“A idéia de trazer o curso para Caçador, é para trazer mais perto das pessoas este esporte que por mais seguro que seja, têm na visão das pessoas grandes riscos e esta visão é mudada através do evento”, diz D’Agostini.
Durante o curso estarão envolvidos em torno de 10 profissionais do pára-quedismo homologados pela Confederação Brasileira e também da Federação de Santa Catarina de Pára-quedismo, além do piloto da aeronave. A expectativa é que cerca de 100 saltos sejam realizados por alunos e profissionais no final de semana em Caçador.

Preparação antes do salto
De acordo com o instrutor, antes de executar o salto, o aluno passará por uma série de aulas que introduz o interessado, ao "Mundo do Pára-quedismo". O curso teórico será realizado dia 11 (sexta-feira) às 19h, prosseguindo no sábado pela manhã, com instruções junto à aeronave e equipamentos, que serão utilizados para os saltos.
“Os alunos, após terem realizados o curso, ficarão com uma segurança muito grande para saltar, pois vão estar cientes de todos os procedimentos de segurança”, ressalta D’Agostini.

Os saltos dos participantes serão realizados no sábado, após o meio-dia e no domingo 13. O valor do curso será de R$ 450 sendo parcelado em três vezes de R$ 150 com o primeiro salto.
No final do treinamento, e antes de saltar, o aluno passará por uma sessão de Simulação, treinando na prática todos os conceitos aprendidos durante o curso. O aluno é observado durante todo o curso, e após ser considerado apto em todos os treinamentos práticos e prova escrita, poderá fazer seu primeiro salto.
Medo
“O medo é uma ferramenta muito útil na fase de formação dos atletas, sendo na verdade um aliado. Esta sensação estimula a concentração e responsabilidade em cada passo dos seus saltos. É natural ter medo de altura. E é o que se espera de todos os alunos iniciantes desse esporte.

O visual da paisagem na altura onde se realiza um salto não causa o mesmo impacto que a imagem de cima de um muro ou telhado, já que nesses casos o referencial (ou seja o chão!) está próximo e nos assusta. O medo só será perdido, se a pessoa saltar, não há outra forma”
Outras perguntas realizadas por alunos com freqüência.
1) Existe impacto no solo na hora do pouso?
Moacir - O impacto com o solo é menor que o de pular de uma cadeira.
2) Existe impacto quando dá abertura do pára-quedas?
Moacir - Não, existe uma ilusão quando alguém está filmando o pára-quedista de que ao abrir o pára-quedas ele sobe rápido. Na verdade é o cinegrafista que continua caindo rápido.
3) Existe possibilidade de pousar fora da área desejada?
Moacir - Existe, mas no curso a pessoa aprenderá tudo sobre navegação, necessário para que você faça um bom pouso.
4) Qual a probabilidade do reserva não abrir?
Moacir - Não existem números sobre isso, mas a dobragem de um pára-quedas reserva tem toda uma técnica especial que permite a abertura do mesmo de forma muito mais rápida e eficiente.
5) Qual a porcentagem de abertura do reserva?
Moacir - Pelas estimativas é algo entorno de 1 abertura de reserva a cada 1000 saltos.
6) E qualquer um pode saltar ou tem que ser "atleta"?
Moacir - Hoje em dia, nosso esporte não exige do praticante nenhum esforço especial fisicamente falando. Para realizar um curso e saltar uma pessoa só precisa ter mais de 15 anos (isto se deve a normas) e ter menos de 135 Kg. Para saltos Duplos o mínimo de idade é 7 anos e o máximo de peso 95 Kg. Não há limite máximo de idade para se praticar pára-quedismo.
7) E se o tal do pára-quedas não abre?
Moacir - A primeira pessoa que saltou de pára-quedas com certeza também pensou nisto e desde aquela época até os dias de hoje, várias fábricas estudam, aperfeiçoam e testam vários modelos diferentes, pensando não só em segurança, como também em performance. Hoje em dia é fácil chegar-se a conclusão que o nível de segurança é tão alto que uma pane em um de seus pára-quedas (lembre-se que são sempre dois) só pode vir a acontecer no caso de uma falha humana, em geral grave, na manutenção ou manuseio do mesmo. Imagine só se hoje em dia fosse comum uma falha no equipamento...os Skydivers teriam que usar três ou quatro reservas...Na verdade, uma pane é muitíssimo rara e por isso , apesar de possível, ninguém leva consigo mais de dois pára-quedas em um salto, desde um aluno ao atleta de ponta, mesmo este contando com patrocínios altos ( inclusive de fabricantes) e tendo a sua disposição um grande aparato de alto investimento financeiro.
Mais informações em www.passageirosdovento.com.br





