3 de outubro de 2026
Deficientes Visuais

Caçador sediará evento paradesportivo em agosto

Etapa do Estadual de Deficientes Físicos terá jogos de bocha, xadrez e ciclismo

Por Caçador Online

Caçador será sede de um evento esportivo para deficientes visuais entre os dias 24 e 26 de agosto. A confirmação ocorreu nesta terça-feira, 31, através de visita do presidente da Fecadesc (Federação Catarinense de Deficiência Visual), Carlos Roberto Sestranha, ao município.

Sestranha (esquerda), sua esposa Elisabeth e Beto Ferraz (fundo) em entrevista coletiva

Trata-se da primeira etapa do Campeonato Catarinense de Deficientes Visuais nas modalidades de bocha, xadrez e ciclismo infanto-juvenil. De acordo com Sestranha, a expectativa é que cerca de 22 associações de deficientes visuais participem da competição, totalizando cerca de 180 paraatletas.

Sestranha revela que a escolha de Caçador para sediar o evento foi devido ao bom trabalho desenvolvido pelo município na área para-desportiva. “Quero agradecer a Fundação Municipal de Esportes e ao prefeito Municipal que colocaram toda estrutura do município a disposição”, diz.

Para o coordenador de paradesporto de Caçador, Beto Ferraz, o evento ajudará a promover o esporte para deficientes visuais no município. “Acredito que este evento vai ser bem marcante para Caçador e em breve poderemos realizar aqui eventos maiores, até mesmo uma edição do Parajasc”, afirma

Além das três modalidades em disputa, haverá também uma partida exibição de futsal categoria B1 (visão parcial), além de treinamentos da seleção catarinense de golbol. Na modalidade de bocha serão convocados os representantes de Santa Catarina para participar do Mundial da modalidade em São Paulo.

Curiosidade

Você sabe quem foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica na maratona? Provavelmente a resposta foi Vanderlei Cordeiro de Lima que ficou com o bronze na maratona em 2004 em Atenas. Mas muito antes disso, em 1988, Carlos Roberto Sestranha, hoje presidente da Fecadesc, venceu a maratona da Paraolimpíada de Seul, na Coréia do Sul.

Para o campeão, este é um simples exemplo de como a sociedade, a mídia mais precisamente, não valoriza o paradesporto. “Eu, assim como o professor Beto viemos a muito tempo lutando pelo crescimento do paradesporto, e acima de tudo pela oportunidade que é de direito das pessoas com necessidades especiais a praticar um esporte seja de rendimento seja por diversão”, relata Sestranha.
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