A jornalista caçadorense Sônia Bridi, correspondente internacional da Rede Globo, afirmou, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, que o segredo para se ter uma carreira de sucesso é muito trabalho. “Não existe uma fórmula para eu ter chegado onde estou agora. O que fiz foi sempre trabalhar e muito”, afirmou.
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Reafirmando a sua essência, nascida no então distrito de Macieira, pertencente a Caçador, ela faz questão de contar que na sua documentação, consta a sua naturalidade. “Sou caçadorense, vivi aqui até os meus 17 anos, fiz o 2º Grau na época e depois fui para Florianópolis. Inclusive, tenho uma empresa que a sede dela é Caçador”, destacou Sônia.
Autora do livro Laowai, falando sobre a China, ela salientou ainda que é muito bom retornar às origens. “Muitas pessoas que conviviam comigo e que perdi o contato até chegam me pedir se eu lembro delas, mas não consigo recordar de todas”, revelou, aos risos.
A palestra
Sobre a palestra, Sônia adiantou que irá tratar a respeito das suas experiências vividas na carreira, mas que deixará aberto para perguntas dos participantes, para haver mais interatividade com a plateia.
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“Quero tratar também sobre estratégias de desenvolvimento, que é uma área que gosto muito e se aplica ao evento”, afirmou.
A China
Quanto à China, a jornalista destacou que nem tudo é como se “pinta” aqui no Brasil. “Não existe a tão falada miséria. Não se vê pessoas dormindo nas ruas e nenhuma criança pode estar fora da escola”, explica, enfatizando que o país conta com 99% de alfabetizados.
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Além disso, disse ela, é necessário que o estado de Santa Catarina, por exemplo, entenda como esse país está crescendo tanto. “É um mundo que precisamos entender”, completou.
Carreira
Sobre a carreira, Sônia destacou algumas das principais matérias feitas, como a sua primeira, ainda em Caçador, quando trabalhava no jornal de Nilson Thomé. “Fui mandada para uma pauta com um homem que sofria de diabetes e morava na Vila Santa Catarina. Lembro até hoje que quando cheguei de volta na redação, não tinha feito as perguntas necessárias para a entrevista e tive que voltar na casa dele”, recorda Sônia.
Sobre outras diversas entrevistas, ela citou a com Dalai Lama, na Índia e a chacina de Vigário Geral. “Até hoje tenho pesadelos com essa matéria, que fiz quando eu trabalhava na Globo, no Rio de Janeiro. Não entendo como uma pessoa pode ter tanto sangue frio, a ponto de assassinar uma criança de apenas 6 anos”, acrescentou, afirmando que quando chegou de volta na televisão, jogou o calçado fora. “Eu não queria sujar o chão com o sangue”.
Sônia fará a palestra na noite desta terça-feira, após a apresentação da Companhia Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que inicia às 19h20.