3 de outubro de 2026
Economia

Indústria catarinense teme recessão

Para Gilberto Seleme, crise ainda não afeta a região pela diversidade industrial

Por Caçador Online

O ano de 2015 não está sendo bom para a economia brasileira. A política de reajuste fiscal do governo tem resultado em corte de investimentos e juros mais altos, causando preocupação à classe empresarial. Os efeitos já podem ser vistos nas demissões e até o fechamento de algumas indústrias.

Porém, o estado de Santa Catarina tem uma realidade diferente. Para o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) Gilberto Seleme, a crise ainda não chegou por aqui. Na região Meio-Oeste, ele entende que a diversidade industrial tem auxiliado a manter os índices econômicos, com destaque para o setor madeireiro que se beneficia com a alta do dólar.

Para Seleme, o fato da crise não trazer prejuízos significativos ao estado é mérito dos empresários e dos trabalhadores qualificados e capacitados. “Não tem nada a ver com o governo, até porque está muito caro para ser empresário hoje em dia por vários fatores. Os principais são a falta de infraestrutura para transporte e as altas taxas de impostos”, comenta.

O vice-presidente da Fiesc afirma que os empresários estão fazendo sua parte, pagando as altas cargas tributárias. Na opinião dele, o governo não tem dado a contrapartida que é garantir boas condições de saúde, educação, infraestrutura, transporte, etc.

“Pode ser que haja uma taxa maior de desemprego no município e também na região nos próximos meses. Ainda não é nada concreto, mas não sabemos como as coisas caminharão até o final do ano. O país está caminhando para uma recessão e muitos empresários estão deixando de investir e cortando muitos gastos”, avaliou Seleme.

De acordo com o industrial, se o Brasil de fato entrar em recessão a situação tende a ficar mais críticas. Para ele, só resta ficar na torcida para que o país permaneça do jeito que está.

Contramão da crise

Seleme comentou ainda o fato de empresas que estão fazendo grandes investimentos neste momento de crise. De acordo com ele, a Guararapes e a Viposa são exemplos de bom planejamento, já que optaram por reformas e ampliações mesmo com a economia instável.

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