O Sitrivest e o Sindicato Patronal realizaram na manhã desta quinta-feira (1º) a segunda rodada de negociação visando melhorias nas condições salariais e de trabalho da categoria. As negociações, no entanto, não avançaram conforme as expectativas dos trabalhadores e com isso, não houve acordo entre as partes.
Segundo o presidente do Sitrivest, Valmor de Paula, nos próximos dias deverá acontecer uma rodada de negociação na Delegacia Regional do Trabalho de Lages e, não havendo acordo, o Sindicato chamará assembleia com os trabalhadores para apresentar a situação e discutir o ajuizamento do dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho em Florianópolis.
Valmor explica que o Sitrivest reivindica a reposição salarial equivalente a 100% do INPC, medido de 1º de novembro do ano passado a 31 de outubro de 2012 sobre os vencimentos do mês passado, e o aumento real de 5% sobre os salários, ficando estabelecido ainda que a partir da data base o piso salarial passa a ser de R$ 810,00. Além disso, há uma série de melhorias nas cláusulas sociais como a isenção de cobranças para o transporte dos trabalhadores, alteração na tabela de itens da cesta básica, acréscimos em horas extras, entre outras solicitações.
Na mesa de negociação, o sindicato patronal apresentou como contra proposta um reajuste de 7,33% no piso salarial, o que representaria um piso de R$ 739,20 na admissão e R$ 770,00 após 60 dias, e apenas a reposição salarial do INPC, sem o aumento real solicitado e as melhorias nas cláusulas sociais reivindicadas.
“A contra proposta ficou bem a baixo das expectativas dos trabalhadores e por isso não conseguimos chegar a um acordo. Agora, o próximo passo será a delegacia do trabalho”, explica Valmor, informando ainda que a data base, que seria em 1º de novembro, foi prorrogada por pelo prazo de 35 dias.






