Os lojistas começaram a realizar liquidações de inverno, apesar da previsão do tempo apontar duas ondas de frio intenso em agosto. Com descontos para atrair os consumidores, as liquidações fazem parte de uma estratégia para aumentar o movimento no comércio, que vinha apresentando um volume de vendas abaixo do esperado nos últimos meses.
As promoções nesta época são uma forma do varejo não perder o estoque de inverno e uma chance de o consumidor pesquisar os melhores preços e renovar seu guarda-roupa. Essa prática esta se tornando constante e muitos consumidores esperam para comprar somente nas liquidações.
"Com preços vantajosos, o consumidor tem a oportunidade de realizar um sonho. Quem nunca quis comprar uma roupa de grife, de ótima qualidade, de excelente acabamento, mas nunca se deu ao luxo? Nas liquidações surge a oportunidade de adquirir roupas e calçados de inverno e, que, dificilmente saem da moda", argumenta a comerciante e presidente da CDL, Leila Romão.
Além das liquidações, o comércio tem outras expectativas para o segundo semestre. Datas como o Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, são oportunidades para o lojista realizar bons negócios e atender os anseios dos consumidores nas aguardadas datas comemorativas. "Com este cenário, estimamos que as vendas cresçam 4,5% em 2012, um índice ainda positivo e dentro da realidade de nossa economia", conclui.
Comerciantes arcam com ônus das liquidações
"A pressa em liquidar demonstra que o comércio não vendeu na medida desejada. Os lojistas, então, vendem seus produtos abaixo do valor pago para a fábrica, arcando com o ônus dos impostos, aluguel, funcionários, divulgação e tantas outras despesas, se tornando um mero repassador da indústria.
Portanto, o lojista deveria ter cautela nas compras. Diminuir a quantidade dos itens do primeiro pedido da estação, seria o primeiro passo, ter bons fornecedores parceiros, para no caso de precisar repor estoques, ser atendido dentro de um menor prazo. Os benefícios dessa política de compras seria para os dois lados, o lojista poderia medir o fluxo de vendas de determinados produtos, evitando produtos "encalhados", além de dividir com a fábrica a preocupação com as vendas, na ponta o consumidor se beneficiaria com mais variedades a menores preços.
A tirania de determinadas marcas, que exigem um valor mínimo de compras ou, então, a perda da marca, deveria ser melhor estudada. O representante comercial deve ser confrontado com a fábrica, muitas vezes é ele que impõe regras absurdas. A empresa dona da marca esta interada das dificuldades que passa o varejo no Brasil. As dificuldades são várias, a maior delas certamente é a quantidade de produtos made in China com preços impossíveis de competir. Está mais do que na hora dos empresários da indústria de confecções e calçados rever suas políticas de preços e de sua postura isolada diante de seus clientes, os lojistas de todo o Brasil.
Aliás, alegar como vilão do alto custo de se produzir no Brasil, somente os impostos, não cola para aqueles que conhecem um pouco de produção. As roupas no Brasil são muito mais caras do que as fabricadas nos estados Unidos por exemplo. E lá o salário da costureira é no mínimo cinco vezes maior. A Proporção dos impostos que se paga a mais no Brasil é menor do que a proporção do salário pago nos Estados Unidos. A conta não fecha e se chega então a conclusão que a margem de lucro esta muito alta na produção de roupas".
Portanto, empresário lojista, diminua seus estoques, trabalhe dentro de um novo cenário de globalização (China), porque não vão mais faltar produtos no mercado".
Leila Longo Romão - Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL - de Caçador.







