Um novo encontro para a discussão da Região Metropolitana no Meio-Oeste catarinense deve acontecer nesta quarta-feira, 18, em Joaçaba. O evento contará com a presença do secretário de Estado do Planejamento, Filipe Mello, que será o coordenador e palestrante.
O objetivo é apresentar aos 45 municípios convidados a importância de uma região metropolitana para o Meio Oeste de Santa Catarina, que contemplará as SDRs de Joaçaba, Campos Novos, Caçador, Concórdia e Videira.
Além dos prefeitos, também estarão presentes no evento vereadores, membros de associações comerciais, industriais, e representantes das associações de municípios do Meio Oeste (Ammoc, Amplasc, Amauc e Amarp), além de sindicatos, instituições de ensino, secretários regionais, deputados federais e estaduais, sociedade civil, entre outros convidados. O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Gilberto Amaro Comazetto, confirmou a presença e afirmou que a perspectiva é de aprovação do projeto.
Em sua apresentação, o secretário Filipe Mello irá mostrar os critérios para a criação da região metropolitana; os índices obtidos pela região; a análise dos índices de outras regiões já criadas; temas que são de interesse comum a toda região e que caracterizam a interdependência, entre outros.
Na ocasião, será definido o Fórum da Região Metropolitana, para que seja assinado um protocolo e anexá-lo ao projeto de criação, que posteriormente será encaminhado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
No Brasil, existem 36 Regiões Metropolitanas, definidas por leis federais ou estaduais. Em Santa Catarina são oito: Região Metropolitana Carbonífera, Chapecó, Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Norte/ Nordeste Catarinense, Vale do Rio Itajaí, Tubarão e Lages. “As Regiões Metropolitanas prevêem tratamento diferenciado pelos governos na liberação de recursos públicos, por serem áreas com grande densidade demográfica”, afirmou Filipe Mello.
Entre os motivos para criar uma Região Metropolitana no Meio Oeste de Santa Catarina, o secretário Filipe Mello acredita nas vantagens políticas e econômicas, pois vários financiamentos do Governo Federal, como o Programa Nacional de Segurança e Cidadania (Pronasci), são repassados através destas estruturas. Defende ainda benefícios com a tarifação telefônica, que passaria a ser local entre os municípios integrantes e a possibilidade de parcerias na destinação ordenada do lixo.
A criação de uma Região Metropolitana facilitaria ainda nos setores prioritários, como indústria, segurança e moradia. O turismo sustentável regional também seria beneficiado, assim como a preservação do meio ambiente, através de ações ordenadas.





