O consumo dos caçadorenses deve chegar a mais de R$ 960 milhões até o final de 2011. Os gastos serão concentrados, principalmente, na manutenção do lar, alimentação e em veículos próprios. Os dados são do estudo IPC Maps, desenvolvido pela IPC Marketing Editora, que indica o potencial de consumo dos estados e cidades do país.
O levantamento, feito com base em dados secundários atualizados, pesquisados em fontes oficiais de informação, utilizando metodologia própria da empresa, traz um raio-x completo do perfil consumidor de Santa Catarina.
Caçador ocupa o 17º lugar no ranking e lidera na região, ficando bem à frente de Videira, que está em 26º lugar e de Joaçaba, na 38ª posição.
Se dividir por regiões, a de Caçador terá um consumo de R$ 2,7 bilhões no ano, superando facilmente a de Joaçaba, com R$ 1,5 bilhões e de Concórdia, com R$ 1,9 bilhões.
De acordo com Daniel Keller Alvez, da Associação Empresarial de Caçador (ACIC), analisando estes dados pode-se perceber o imenso potencial que tem o município e a região. “Nossa ideia é tornar isso público e mostrar como a nossa região é forte economicamente, bem ao contrário do que muitos pensam”, assinalou.
Com isso, segundo Daniel, é possível que se busque novos investimentos para o município, como na área de infraestrutura ou mesmo no aumento dos voos diários regulares. “Estes números nos deixaram otimistas, mas com uma responsabilidade muito grande, já que, se esta demanda não for atendida por empresas locais, outras poderão vir e dominar o mercado”, frisou.
O presidente da ACIC, Auri Marcel Baú, completou, destacando que é necessária a valorização destes números para motivar ainda mais a região e seu potencial
Estado
A pesquisa aponta que Santa Catarina será o sétimo estado brasileiro com maior potencial de consumo este ano. Na liderança disparada está, é claro, São Paulo, que deve consumir R$ 719,5 bilhões. O montante é quase três vezes superior ao que deve gastar a população do Rio de Janeiro (R$ 269,0 bilhões), que aparece na segunda posição.
À frente dos catarinenses estão, ainda, Minas Gerais (R$ 247,2 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 165,5 bilhões), Paraná (R$ 147,2 bilhões) e Bahia (R$ 119,8 bilhões). Roraima é quem menos deve consumir (R$ 5,0 bilhões). No total, o potencial de consumo do Brasil para 2011 é de R$ 2,5 trilhões.
Consumo deve subir em todas as classes
De acordo com resultados da pesquisa, o consumo em Santa Catarina deve subir em todas as classes sociais este ano. A classe B deve responder pela maior fatia, com R$ 44,6 bilhões, quase metade do previsto para todo o Estado. Em seguida aparece a classe C, com R$ 22,9 bilhões. A classe A deve consumir R$ 16,6 bilhões e as classes D e E, juntas, serão responsáveis por R$ 3,5 bilhões. O consumo rural deve chegar a R$ 7,6 bilhões.
Prioridade é cuidar da casa
Pouco mais de um quarto da população de Santa Catarina vai priorizar, este ano, os gastos na manutenção do lar (R$ 22,6 bilhões). O segundo item que mais deve consumir recursos dos catarinenses é a alimentação. São R$ 8,1 bilhões na compra de alimentos para a casa e outros R$ 3,6 bilhões para comer fora, totalizando R$ 11,7 bilhões. Os gastos com veículos também serão relevantes: R$ 5,7 bilhões.
Em um ano, 172 mil novas empresas
Santa Catarina encerrou o ano de 2010 com cerca de 342 mil empresas. E, ao que tudo indica, deve ganhar mais 172 mil este ano, totalizando em torno de 514 mil. Segundo projeções do levantamento, o Estado terá, até o fim de 2011, 243 mil empresas prestadoras de serviços, 182 mil do setor de comércio e quase 83 mil indústrias.
Consumidor da terceira idade ganha força
Um dado peculiar da pesquisa deve chamar a atenção das empresas: a população catarinense está cada vez mais velha. Dos 6,35 milhões de habitantes do Estado, 1,34 milhão (21%) já têm 50 anos ou mais. Outros 1,92 milhão (30%) possuem entre 30 e 49 anos. Entre 20 e 29, são 1,1 milhão (17%).
Outros dados relevantes: 5,58 milhões dos catarinenses (88%) são alfabetizados e 5,34 milhões (84%) moram em áreas urbanas. No comparativo de gênero, elas levam uma pequena vantagem. Da população total, 50,2% são mulheres e 49,8% são homens.





