O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caçador (Sitruc), Jorge Westerlon, disse nesta quarta-feira (9) que a qualidade da uva que está sendo colhida em Caçador e região preocupa. Além disso, declarou que agricultores recebem visitas de falsos fiscais.
Sobre as preocupações deste ano, a maior delas sem dúvida é a colheita da uva, que vem perdendo qualidade devido ao excesso de chuva.

“O agricultor está perdendo a uva e muitos já perderam. A fruta está apodrecendo e isso nos preocupa porque a qualidade vai cair e conseqüentemente o vinho poderá ter queda na qualidade também, assim como o suco”, explica.
Já o tomate está com preço razoável de acordo com ele. Sendo assim, dá para o agricultor obter lucro, mesmo com a produção abaixo do que todos esperavam.
“Inclusive o preço da cebola parece reagiu esta semana na comercialização. Estava sendo praticado a R$ 0,20 o quilo e agora passou para média de R$ 0,35 o quilo. Isso também é bom”, exclama.
Westerlon ressalta que o trabalho do sindicato começa a aumentar deste período até o final da safra, devido ao início das rescisões de contrato dos trabalhadores rurais.
“A orientação para que tudo corra bem neste sentido, é que todas as rescisões devem ser feitas dentro do sindicato, já que existe uma convenção coletiva entre Sitruc, empregadores e empregados. Tudo isso evita casos irem parar na justiça através de ações trabalhistas”, esclarece.
Falsos fiscais
O presidente do Sitruc adverte ainda sobre a presença de falsos fiscais abordando agricultores em suas propriedades.
“Estas pessoas estão indo nas comunidades dizendo que são fiscais e pegando informações dos agricultores. Neste sentido a orientação que temos em conversa com a Federação, é que o agricultor não deve dar informação nenhuma, nem o próprio nome”, explica Westerlon.
Informações levantadas pelo sindicato dão conta de que em outras regiões, pessoas estão se passando por fiscais para depois planejarem assaltos nas propriedades, por isso o pedido para os agricultores não fornecerem informações a pessoas estranhas.
“Primeiramente peça para ver a ordem judicial para entrar na propriedade. Caso não tenham, não é preciso permitir nem a entrada. A única ressalva é o Ministério do Trabalho, mas estes profissionais sempre se identificam ao chegar em uma propriedade”, finaliza o presidente do Sitruc.





