Depois de uma solicitação das entidades de classe organizadas, para que não fosse aprovado um projeto que modificava o horário do comércio, todos os vereadores de Caçador votaram contra a matéria na sessão desta quarta-feira, 15.
Na sessão de terça, Antonio Rubiano Schmitz (PP), Marcos Creminácio (PT) e Adilson Estanislowiski (PMDB) já haviam se manifestado contrários ao Projeto.
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Rubiano afirmou que havia votado contra o projeto para buscar mais informações, porque não se explicava o real interesse do projeto e apenas um ofício foi anexado. “Nos reunimos com as entidades interessadas e notamos a preocupação em não se aprovar, porque poderia trazer prejuízos para a comunidade em geral”, salientou.
Segundo ele, o que se fará agora é sentar com as partes interessadas, abrir para discussão e ouvi-los.
De acordo com Carlos Evandro Luz, as entidades sequer detinham conhecimento do tema e da proposta de alteração, feita pela Prefeitura. Já Creminácio destacou que os interesses das classes não foram atendidos.
CDL se manifesta
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) se manifestou a respeito do Projeto. “Não se pode aceitar que um projeto, referente a um assunto de tamanha importância para os empresários lojistas, que altera o horário de funcionamento do comércio, seja decidido por uma minoria, sem levar ao conhecimento das maiores entidades de classe representativas do setor, que juntas representam mais de 600 empresas em nosso município”, afirmou a presidente da CDL, Leila Romão.
Segundo ela, todos foram surpreendidos com a votação do projeto e desconheciam a matéria. “Ficamos chocados com a tamanha falta de consideração. Na verdade, menos de dez empresas, todas elas lojas de rede, localizadas da avenida Barão do Rio Branco, exigiram a mudança do horário”, revelou Leila.
A presidente alfinetou ainda, destacando que “essas lojas chegam em Caçador, não se associam a nenhuma entidade de classe e não colaboram com a decoração Natalina a qual a CDL, com os associados, em parceria com a Prefeitura realiza todos os anos”.
“Eles chegam para vender, obter lucro e remeter para suas matrizes. Geram empregos, claro, mas são a minoria. A grande maioria são lojas de pequeno e médio porte que geram sim, muitos empregos e investem seus lucros aqui mesmo em Caçador”, desabafou Leila.
“Não somos contra a mudança dos horários do comércio, somos até a favor, mas não desta maneira imposta por seis ou sete lojas de rede. Temos no comércio lojas que querem abrir às 8h30 e fechar às 18h30 horas, assim como também temos lojas que querem abrir às 9h e fechar às 20h. Temos que sentar, conversar e debater com muita democracia. Jamais a minoria deverá impor horário, prejudicando a grande maioria”, finalizou Leila.





