A Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) realizou em Caçador nesta terça-feira, dia 07 de dezembro uma reunião do Grupo de Trabalho do Programa de Sustentabilidade do Setor de Base Florestal em Santa Catarina.
Em Caçador, foram discutidas as ações do programa que incluem pesquisas e estudos voltados ao conhecimento da contribuição do setor de base florestal na sócioeconomia estadual e seus reflexos positivos sobre o ambiente natural e sobre a sociedade
Estiveram presentes dirigentes e representantes da FIESC, Epagri, Embrapa Florestas, Fundema, Comitê da Bacia do Rio do Peixe, Polícia Ambiental, UNIARP, ACIC, Sinpesc e Sindicato da Madeira.
A idéia do Programa começou com a discussão do pacto federativo junto ao Governo do Estado que levou a elaboração do Código Ambiental de Santa Catarina.
De acordo com o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Florestal (CADIF), Odelir Battistella, o objetivo é apresentar soluções ambientais baseadas em estudos técnicos, que garantam a sustentabilidade do setor de base florestal ao longo dos anos. “São três aspectos que procuramos contemplar: a sustentabilidade econômica, social e ambiental. E estes fatores logicamente devem ser tratados de forma adequada, com especialistas de cada área, mas também com as partes da sociedade interessadas”, explica.
Um projeto foi apresentado por técnicos da Embrapa Florestas e contempla entre outras ações, uma integração com órgãos de pesquisa, como a Epagri, Universidade, iniciativa privada e o poder público. “Está sendo formado um plano de trabalho, no qual vamos ter a FIESC através da Câmara de Desenvolvimento Florestal na coordenação global e em Caçador o apoio da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe na coordenação operacional de todo este plano”, destaca.
Pesquisa única
Battistella esclarece que será realizado um diagnóstico único. “Cada empresa tinha seu setor de pesquisa para determinados assuntos, os órgãos como Embrapa e Epagri também tem suas pesquisas e às vezes até trabalhando de forma paralela no mesmo assunto. O que queremos é um trabalho de coordenação para ter um resultado melhor. Um exemplo de trabalho assim é o programa de combate a vespa da madeira, feito entre iniciativa privada e as instituições de pesquisa. Foi um trabalho de grande sucesso e que inspirou este plano de ações”, completa.
Participação importante da Universidade
O presidente da UNIARP e vice-presidente Regional da FIESC, Gilberto Seleme informa que Caçador será a base desta ação, através da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe. “Discutimos e assinamos um protocolo de intenções para começar o trabalho já no começo do ano. A universidade vai contratar técnicos para atuar no plano que na verdade será uma grande pesquisa. Vamos ver se as áreas de preservações permanentes estão corretas, qual é a espécie viável de produção, possibilidade de inserções de novas espécies e outros”, relata.
O chefe de comunicação e negócios da Embrapa Florestas Edson Tadeu Iede enfatiza que a proposta do grupo de trabalho é desenvolver uma pesquisa para o desenvolvimento de Santa Catarina na área florestal. “Estamos discutindo com todos os segmentos da cadeia florestal quais são as necessidades de pesquisa e desenvolvimento para esta região. Nós também procuramos trabalhar em conjunto com todas as entidades para que tenhamos um foco comum e um melhor resultado”, relata.
São signatários do Protocolo de Intenções para o Programa de Sustentabilidade do Setor de Base Florestal em Santa Catarina: FIESC, Associação Catarinense de Empresas Florestais, Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina, EPAGRI, Embrapa Florestas, UNIARP, Instituto Euvaldo Lodi, SENAI, ACIC, Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador e outras instituições públicas ou privadas.
2011: Ano internacional das florestas
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas. O assunto também foi discutido na reunião do Grupo de Trabalho.
As atividades em apoio à data terão como foco a promoção do manejo sustentável, a conservação e o desenvolvimento das florestas. Com isso, será importante colocar em evidência a importância das florestas naturais e também as florestas plantadas, que fornecem uma série de produtos ao longo da nossa vida. “Com relação ao desenvolvimento sustentável, quem mais age corretamente com a terra, com o meio ambiente é o setor de base florestal, são empresas grandes, empresas organizadas, não desfazendo a agricultura, pecuária e pequenas propriedades, mas hoje a consciência da base florestal é muito grande porque ela depende e vive da floresta”, frisa Gilberto Seleme.





