3 de outubro de 2026
Censo

Baixa escolaridade entre as pessoas com deficiência

Por Caçador Online

O baixo nível de escolaridade é uma das barreiras que dificulta a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A conclusão foi obtida por meio da segunda etapa do censo demográfico que traçou o perfil socioprofissional das pessoas com deficiência nas cidades de Caçador, Calmon, Lebon Régis, Rio das Antas e Santa Cecília. O mapeamento faz parte do Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria, do SESI/SC, e é feito nos municípios de Santa Catarina em que há representatividade industrial e interesse dos empresários locais.

Em Caçador, o censo abrangeu 19.230 domicílios e constatou-se que 1,42% da população possui alguma deficiência. O grau de escolaridade dessas pessoas chamou a atenção, pois, segundo o levantamento, 32,95% são analfabetas e 50,05% têm o ensino fundamental incompleto. Neste município, 13,45% estão inseridos no mercado de trabalho.

A cidade de Calmon, onde 977 domicílios foram pesquisados, possui 1,92% da população com deficiência. Desse total, 45,45% não têm escolaridade e 44,16% têm o ensino fundamental incompleto. Outra conclusão que se destacou foi o fato de que 51,95% não apresentam interesse em estudar e somente 11,69% trabalham.

Com 3.097 domicílios recenseados, Lebon Régis possui uma população de 1,25% de pessoas com deficiência e apenas 8,84% trabalham. Segundo o levantamento, 47,62% são analfabetos e 44,22% têm o ensino fundamental incompleto. Outra conclusão foi que 52,38% não têm interesse em estudar.

Já a cidade de Rio das Antas, com 1.832 domicílios recenseados, possui uma população de 2,10% de pessoas com deficiência, sendo que 27,56% estão trabalhando. Neste município a falta de interesse pelo estudo foi ainda maior, um percentual de 62,20%, sendo que 26,77% do total de pessoas com deficiência são analfabetas e 53,54% têm o ensino fundamental incompleto.

Em Santa Cecília, são analfabetos 28,65% de uma população de 1,25% pessoas com deficiência. Além disso, 54,17% não concluíram o ensino fundamental. O censo abrangeu 4.483 domicílios neste município e 10,94% das pessoas trabalham.

O presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa, diz que ao permitir identificar as pessoas com deficiência que podem ser inseridas no mercado de trabalho, a pesquisa é uma ferramenta importante para ajudar as empresas no processo de inclusão. A partir da realidade constatada no levantamento, o Sistema FIESC, por meio do SESI/SC, busca formas alternativas de integrar essas pessoas no mercado de trabalho.

"O SESI Santa Catarina contribui com o fortalecimento da indústria e com o exercício da responsabilidade social por meio de uma rede de serviços integrados de educação, saúde, lazer e responsabilidade corporativa. O Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria é uma das ações que buscam garantir a efetiva inclusão social das pessoas com deficiência", fala a diretora de operações sociais do SESI/SC, Leocádia Maccagnan.

O principal objetivo do projeto é elevar a escolarização, capacitar e auxiliar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

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