A Prefeitura de Caçador vai “apertar o cinto” por causa da crise mundial. Esta foi a determinação dada pelo prefeito Saulo Sperotto, em reunião na tarde desta quarta-feira, 29, com todo o colegiado.
Sperotto alertou sobre a queda na arrecadação e o “regime” que a Administração irá iniciar. “Temos um compromisso com nossa comunidade de manter com excelência os serviços prestados pelo Executivo. Iremos zelar por nossa obrigação, mas nesse momento o problema é bastante sério e se não reduzirmos os gastos poderemos perder o controle e prejudicar algumas áreas”, atacou.

A redução de funcionário já foi uma das medidas tomadas. O ano de 2008 fechou com 1.622 funcionários. Hoje, são 1606 funcionários. “O ideal seriam 1680 servidores”, explica o prefeito.
Mesmo assim, as despesas do município cresceram 22%, no comparativo 2008/2009. Entretanto, o prefeito garante que a sua administração ainda não está trabalhando no vermelho. “Só que as nossas despesas estão igualando a receita. Se pretendemos honrar com os investimentos propostos e mantermos o desenvolvimento e crescimento de Caçador, teremos que agir de forma diferenciada, trabalhando com qualidade e menos custos, e buscando ainda mais recursos para obras”, acrescenta Sperotto.
Crise assusta administração
“Esta é a maior crise mundial dos últimos 50 anos e Caçador, por ser uma cidade industrial, está sofrendo os abalos do movimento econômico. A arrecadação municipal, que depende dos impostos que são cobrados pelo Estado e União, já apresenta queda”, diz o secretário de Administração, Nereu Baú.
Segundo ele, Caçador está recebendo menos recursos. Baú exemplifica, citando que o mês de abril está fechando em queda no comparativo 2008/2009. O repasse do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) nos meses de janeiro a abril de 2008 foi de R$ 6.250.000,00, enquanto no mesmo período de 2009, o repasse foi de R$ 5.676.000,00.
Ele afirma também que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também caiu, além do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), que chegou a uma queda de cerca de R$ 300.000,00. “Todo esse movimento gera uma queda de quase R$ 2 milhões no orçamento municipal, o que obriga a Administração a frear os investimentos”, esclarece Baú.
Setores terão reajustes
Despesa maior e receita em queda fazem a situação da Prefeitura ficar ainda mais crítica. “Isso causa um desequilíbrio. O prefeito Saulo Sperotto deixou claro que não podemos mexer em serviços como a saúde e a educação, porém nos demais setores haverá um reajuste”, afirma Baú, justificando que o aumento da população acarreta no aumento dos gastos municipais.
“O número na demanda de serviços é maior, seja na saúde, educação, infraestrutura. Nesse momento onde há o corte de pessoas nas empresas, ou seja, demissões, o trabalho prestado pela Prefeitura se torna mais do que essencial. A população pode até estar sofrendo as consequências da crise, mas ela nunca poderá ficar desassistida”, enfatiza Baú.





