Em uma das poucas vezes nos últimos dois anos, a indústria madeireira não foi a responsável pela retração do emprego industrial do Estado. A recuperação pode ser notada no levantamento da Federação das Indústrias (FIESC).
As médias e grandes indústrias catarinenses demitiram 1,12% dos seus trabalhadores no mês de março. Com o resultado negativo do mês passado, a indústria acumula queda de 3,21% no nível do emprego no trimestre. Março foi o sexto mês consecutivo de queda na pesquisa mensal de emprego da FIESC.
No período de 12 meses, terminado em março, as indústrias catarinenses apresentaram decréscimo de 3,05% no emprego. No primeiro trimestre de 2008, o grupo de empresas ouvidas pela FIESC havia aumentado o número de trabalhadores em 2,42%.
No grupo de empresas pesquisadas, os segmentos que mais demitiram foram o de máquinas e equipamentos (-5,33%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,24%), metalurgia básica (-7,39%), produtos de madeira (-6,9%), alimentos e bebidas (-1,22%) e veículos automotores (-7,58%).
Os únicos setores em que o saldo entre contratações e demissões ficou positivo nos três primeiros meses deste ano foram o de couros e artigos de viagem (alta de 2,91%) e celulose, papel e produtos de papel (crescimento de 0,05%).





