3 de outubro de 2026
CDL

Comércio varejista destaque no desenvolvimento

Por Ass. Imp. CDL

O comércio varejista do País terminou 2008 com alta acumulada de 9% nas vendas e 15,1% na receita nominal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caçador, Leila Longo Romão, estas informações devem ser compartilhadas, visto que a crise está deixando os empresários lojistas receosos com seus comércios, e pelo que se observa, o comércio varejista é um dos setores que mais contribui para o desenvolvimento.

Este setor apresentado por Leila, mesmo considerando os efeitos da turbulência financeira global sobre a economia brasileira, teve como resultado em 2008 o terceiro melhor da série histórica do Instituto, iniciada em 2001, ficando atrás do desempenho de 2004, quando subiu 9,3%, e de 2007, quando a alta foi de 9,7%. Se não fosse o impacto da crise nos últimos meses do ano passado, o varejo teria registrado, pela primeira vez na história, um crescimento anual de dois dígitos. 

CNDL - O aumento nas vendas do varejo, de 1,4% em janeiro de 2009, em relação a dezembro de 2008, já era previsto, em conseqüência das promoções ocorridas no período das festas natalinas e das liquidações no início do ano. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, “mesmo com a crise econômica global, o comércio varejista continua sendo o setor que mais contribui para o desenvolvimento do País. A partir desse primeiro momento, apesar de acreditarmos que os consumidores continuarão mantendo a cautela em suas compras, os lojistas começarão a refazer seus estoques, em bases mais realistas. Com isso, a indústria de transformação será diretamente beneficiada. A tendência é que as demissões em massa diminuam ou surjam novos postos de trabalho”, disse.

De acordo com os empresários, o único motivo para preocupação é que o Brasil aumentou os gastos públicos entre 2002 e 2007, em especial com o funcionalismo. Para eles, a carga tributária deveria ser reduzida substancialmente.

Matéria da revista Veja, segundo Leila Longo Romão, equilibra as muitas declarações sobre o futuro da economia nacional. “Se tiver que errar que eu erre pelo excesso de otimismo, do que ficar sofrendo antecipadamente por algo que pode não acontecer. Por isso acho importante compartilhar essas informações”, declarou.

Confira os dez motivos apresentados pela revista para o otimismo:

- Reservas de 200 bilhões de dólares intocadas depois de seis meses de crise;
- Bancos competentes, regulados, com baixa exposição a riscos e provisionados contra calotes;
- Ausência de bolhas de crédito e imobiliária, com potencial de crescimento real dos setores;
- Mercado interno forte, crescendo em poder de compra e em  proporção da população;
- Matriz energética mais “verde” do mundo, (energia hidráulica e o etanol da cana-de-açúcar), com independência do petróleo importado;
- Estabilidade política, em que a democracia foi entronizada como patrimônio nacional;
- Estabilidade econômica e arcabouço (estrutura, esboço) regulatório imperfeito mas previsível;
- Maior exportador de alimentos do mundo, o que garante vendas externas volumosas em qualquer cenário;
- Mercado externo diversificado, com compradores em todo o mundo e mercadorias de crescente valor agregado;
- As projeções  que apontam estagnação no mundo estimam crescimento do PIB do Brasil em 2009. A economia Brasileira cresceu em uma velocidade superior a 5% nos últimos dois anos, batendo a média mundial. Em 2009, apesar da forte desaceleração, o País conseguirá ao menos se consolar com a proeza de avançar mais rápido que o restante do mundo. A expectativa é que o Brasil cresça em torno de 1,5%, contra projeções de uma sombria estagnação, de 0,5%m na média mundial;

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