O fenômeno conhecido como sumiço das abelhas, comum nos Estados Unidos e Europa, também ocorre no Brasil e está sendo percebido por apicultores da região de Caçador. De acordo com Valter Bertolet, este ano a produção de mel está bem abaixo das expectativas. “Há 12 anos trabalho na área e nunca vi uma produtividade tão baixa. A safra vai de outubro a maio e alguns apicultores não conseguiram colher 20%”, conta.

Um dos motivos que pode ter contribuído para o sumiço das abelhas é o clima. “Tivemos uma primavera muito chuvosa, um frio tardio, fazendo com que as abelhas visitassem pouco as flores”, comenta. “Isso acabou inibindo a reprodução natural das abelhas nesta época do ano", completa.
Outro fator verificado é a varroa, uma praga que ataca a colméia. “A varroa existe há muitos anos, mas a abelha brasileira era resistente. O que favorece para essa praga é a falta de diversidade floral, causando um problema nutricional das abelhas. Com isso, vários casos de sumiços de abelhas têm sido verificado em regiões de Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, explica o especialista.
Segundo Valter, algumas precauções podem evitar mais baixas na produção do mel. “Quando o apicultor percebe que as abelhas vêm sumindo das colméias, ou seja, elas ainda estão com mel, com prole e não têm indivíduos adultos, é necessário tomar providências. Uma coisa que pode dar certo é levar a colméia para um novo lugar, distante de 500 metros 5 quilômetros”, explica.
Outra dica é manter o ninho de acordo com o que a abelha está ocupando, eliminando os favos vazios. Também é recomendável diminuir a entrada da colméia para evitar o stress da abelha. “Além da varroa tem infestações de traças e formigas”, conclui Bertolet.





