A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caçador, Leila Longo Romão, faz uma análise do atual mercado diante da crise instalada. Para ela, não é era de desistir e fechar as portas, muito pelo contrário, é o momento do empresário lojista arregaçar as mangas e mudar a forma de trabalho, comprando menos e deixando capital de giro. Em sua avaliação, a crise irá se encerrar e aqueles que lutaram para manter o negócio terão retorno futuramente.

Leila fez questão de citar um texto do consultor Luiz Marins, transmitido para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). “Em tempos de crise pessoas e empresas, têm que buscar saídas criativas e inovadoras que nem sempre são pensadas ou buscadas em tempos de afluência. Em tempos de crise, empresas e pessoas empreendem mudanças que não teriam coragem de fazer em tempos comuns. A sensação clara de “mudar ou morrer” faz aumentar a coragem e a determinação para mudar.
Agora, pois, é hora de encontrar a coragem para fazer as mudanças que já sabíamos que deveriam ser feitas e outras, ainda mais ousadas, que a necessidade nos aponta como inadiáveis. Agora não é hora de protelar. É hora de agir. É hora de decidir. É hora de inovar com coragem, ousadia e muita responsabilidade para não fazer coisas das quais nos arrependeremos assim que a crise passar, pois, é claro e sabido que a crise passará.
E quando passar, as empresas que estiverem mais preparadas vencerão as que se deixaram debilitar pela crise. Assim, as empresas devem tomar decisões em tempos de crise, sempre se lembrando que elas passarão. Desmontar a empresa em tempos de crise pode impedir o seu sucesso em um futuro pós-crise que poderá não estar tão distante quando imaginamos no momento. Agora é hora de muito equilíbrio nas decisões”.
Para a presidente da CDL de Caçador, este texto deve ser lido com muita atenção para adaptá-lo às empresas do município. “A última frase para mim vale pelo texto todo, Equilíbrio nas decisões”, enfatiza.
Leila ressalta que todos esses argumentos podem levar o lojista a tomar a primeira decisão de coragem, que é cortar alguns fornecedores, que para ela insistem em ditar as regras, como o limite mínimo de peças ou grades fechadas para manter a exclusividade do produto e também fornecedores que segundo ela continuam aumentado preços. “A margem de lucro deles nunca são sacrificadas, somente as nossas. O empresário lojista deve saber que é o nosso capital que empregamos em estoque, portanto vamos reduzir, enxugar o estoque, e manter o nosso capital de giro. Aquele estoque atrás da loja é do tempo da inflação, que era a nossa única saída comprar e comprar, mas hoje a realidade é outra. Vamos viajar mais, comprar só o que é excepcionalmente diferente e muito bonito. Pesquisar o que realmente os nossos clientes querem. Focar o cliente em suas necessidades e expectativas. Vendeu tudo, ótimo, viaje ou ligue para o seu fornecedor e reponha, mas com muita cautela, conforme o produto não repita a mesma referência para sempre ter novidades em sua loja”, disse.
A presidente da CDL não acredita que reduzir custos significa dispensar funcionários. “Os nossos colaboradores são o nosso bem maior. O nosso cliente muitas vezes se identifica com nossos colaboradores. Por experiência própria na minha empresa o custo dos meus funcionários é o menor, o maior custo é a carga tributária é os erros administrativos, como comprar mal, vender mal”.
Leila revela que a CDL busca fortalecer o comércio caçadorense, indo em busca de novos parceiros e também atuando diretamente junto a Prefeitura Municipal. “Caçador não é de agora vive uma situação delicada pois a maioria das empresas exportam, quando o dólar estava baixo não pagava os custos agora está mais alto mais não tem para quem vender. A nossa entidade junto com a Prefeitura foi atrás de novas empresas de outros segmentos. No ano passado contatamos várias empresas do ramo de confecção entre elas a Hering, que esse ano deu sinal verde para uma parceria de facção. Não vamos parar por aí, estamos participando ativamente do grupo gestor da Secretária de Industria, Comércio e Turismo, apresentamos projetos que se aprovados e realizados vão com certeza fortalecer ainda mais o nosso comércio”, finaliza.





