As micro e pequenas empresas são uma luz no fim do túnel, para vencer a crise mundial. Esta é a definição de palestrantes na conferência internacional Expo Brasil, realizada no mês de novembro em Cuiabá, com a presença dos maiores expoentes da economia internacional. No evento, as atenções foram voltadas para o desenvolvimento local sustentável.
Em Caçador, a Associação das Micro e Pequenas Empresas (Ampe) aposta nesta condição e passa a se organizar para colocar isso em prática. “No próximo dia 21 de dezembro, na Sede da AABB, vamos realizar um seminário com cerca de 100 participantes, especificamente dos segmentos de confecções e panificadoras. Criatividade, inovação e tecnologia, visando a criação de rede de Empresas”, assinala o presidente da Ampe, Ibrahim Socreppa.
O evento inicia às 8h30 e segue até as 17h30, com as parcerias da Prefeitura e o Banco do Brasil. “Vamos tratar dos temas que envolvem parceria de sucesso, gestão solidária, mudanças de comportamento para se tornar especialista, administração participativa, caminhos para o sucesso, qualidade e produtividade e linhas de crédito do Banco do Brasil para o suporte dos projetos”, acrescenta.
Socreppa ainda destaca que nesta linha de pensamento, de que as micro e pequenas empresas são a alternativa para combater a crise, durante a Expo Brasil, foram apresentados mais de 50 projetos no painel "Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários" com aporte de recursos e apoio as instituições que desenvolvem projetos associativos.
“Consta do nosso planejamento para inicio de 2009, a realização de um Fórum com a presença dos empresários das micro e pequenas empresas da Região, envolvendo 16 municípios, dentro do tema: Repensando estratégias para o desenvolvimento local”, revela o presidente.
Socreppa se reporta aos participantes da Expo Brasil, citando Michael Shuman, conferencista internacional, que ressaltou que o Brasil precisa substituir a importação, o chamado "pró-crescimento". “Segundo ele, os grandes empregos vêm a partir de pequenos empreendedores. Ele disse ainda que vivemos em uma época em que o maior é o melhor. Por isso temos que mudar essa imagem. Devido à grave crise econômica que os principais países enfrentam atualmente, este é o momento exato para aumentar a competição entre os mercados locais, e não para lutar contra a globalização", citou o presidente da Ampe.
Ele diz que Shuman lembrou que as pequenas empresas que não mudam de lugar, são altamente multiplicadoras, geram riquezas, postos de trabalho e contribuem decisivamente para a fixação de renda no município.
O coordenador da Expo Brasil, Caio Silveira, alertou que esta é a oportunidade de repensar as estratégias de desenvolvimento. "A situação é favorável ao desenvolvimento local feito de baixo para cima, de dentro para fora, a partir de uma apropriação maior por parte dos atores locais".
“Entendemos que essas mudanças sejam apenas uma luz no fundo do túnel. Todavia, com alguns passos tímidos ainda, vistos por uns, despercebidos e ignorados por outros, a Ampe vem trilhando esse caminho desde a sua fundação”, salienta Socreppa.
“O Apoio incondicional ao associativismo, formação de redes de empresas, formação de núcleos, cooperativas em parceria com a OCESC, apoio para que as atividades se formalizem com projetos concretos aprovados Força ao Empreendedor, luta sem tréguas sobre a aprovação da Lei Geral, da adequação dessa Lei as peculiaridades do Município, criação do empreendedor individual, movimentos para a criação de cursos profissionalizantes, e outras tantas atividades. Tudo com, a diretriz de valores os empreendimentos locais”, finaliza o presidente da Ampe.





