As micro e pequenas empresas têm uma grande parcela da responsabilidade na diminuição da taxa de desemprego. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de desemprego nacional correspondeu a 7,5% em outubro, levemente abaixo dos 7,6% registrados um mês antes e inferior aos 8,7% de outubro de 2007.
O levantamento aponta que a taxa de outubro é a segunda menor desde a criação da série histórica do indicador, em março de 2002. O recorde, segundo o órgão, é a taxa de dezembro de 2007, que ficou em 7,4%.
Para o presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas (Ampe), Ibrahim Socreppa, “o foco são os empreendimentos locais, como expressão de uma nova filosofia de desenvolvimento. Ele cita Michel Schuman, vice presidente da Training and Devolopment Corporation., que afirma que “os pequenos negócios geram riquezas às comunidades locais”. “Segundo o autor estes empreendimentos são altamente multiplicadores, porque fazem o dinheiro circular dentro da comunidade”, acrescenta Socreppa.
“Quanto mais rápido ele circula, menos se evade. Entra e não sai da região e ainda gera empregos”, afirma Socreppa.
No Brasil, diz ele, as Prefeituras estão aderindo a este modelo de gestão de maneira solidária. O Governo Federal muda aspectos da Lei de licitações com relação aos editais, favorecendo as Micro e Empresas de Pequeno Porte.
“A União, os Estados e os Municípios são os maiores compradores no mercado. Assim reduz o custo dos
transportes e há menos poluição no meio ambiente e, sobretudo, gera postos de trabalho”, salienta o presidente da Ampe.
“De 12% depois da Lei Geral, passamos a participar de 22.1% das vendas ao Governo. Por outro, lado nos últimos tempos, a mortalidade das MPEs baixou de 55% até o terceiro ano e hoje, em Santa Catarina, estamos com apenas 24.1%, pelo investimento feito por diversas instituições”, assinala Socreppa.
Ela argumenta que, por estas medidas e outras, “justifica-se o incremento dos postos de trabalho, embora ainda tímido, mas percebemos que a comunidade também está se conscientizando da importância deste modelo, mais alinhado a economia local e as micro e empresas de pequeno porte”.
“Importante este pensamento nos municípios de pequeno porte, onde 98% das empresas são MPEs e fornecem cerca de 64% dos postos de trabalho”, finaliza.





