Presidente da CDL/Caçador acredita que está se dando muita ênfase à atual crise mundial em direção ao Brasil
A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caçador, Leila Longo Romão, se pronuncia quanto a atual crise econômica mundial, observando que está se dando muita ênfase a um quadro que poderá não ser tão crítico como se anuncia. Ela concorda que as quedas aconteceram em todo mundo e também no Brasil, no entanto, acredita que a possibilidade de medidas internas favorecem a retirada do País deste quadro mundial de crise.

A presidente ressalta que a CDL/Caçador está em contato constante com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), através de seu presidente Roque Pellizzaro Júnior. “As informações e orientações da CNDL são para se ter cautela, pois já estão refazendo-se alguns índices de crescimento para o final do ano, mas nada alarmante”, comenta.
Leila explica, que medidas estão sendo tomadas em conjunto em todo mundo, como o que os bancos centrais dos países ricos fizeram reduzindo a taxa básica de juros, e os governos comprando ações de bancos em péssima situação financeira e na garantia de depósitos de clientes.
No Brasil o sistema financeiro também recebeu um reforço do Banco Central, que divulgou novas medidas para flexibilizar o recolhimento dos depósitos compulsórios. Depósitos que as instituições financeiras são obrigadas a recolher ao BC. “Com tantas informações, o que pessoalmente acho muito prejudicial são as declarações e previsões fatalistas, que só pioram a situação porque criam uma sensação de insegurança sem proporções”, avalia.
Através de estudos, a presidente da CDL/Caçador lembrou de acontecimento na década de 20 envolvendo uma crise econômica mundial. “Os países ricos estão preparados para não acontecer o que aconteceu em 1929 com a queda da bolsa. Segundo o presidente do Federal Reserve (BC americano), Ben Bernanke, ‘uma repetição da experiência da Grande Depressão, que começou em 1929 e foi uma das maiores crises financeiras mundiais, é improvável’. Eles aprenderam a lição, e estão se virando. Até porque seria insensatez não terem feito a lição de casa”, argumenta Leila.
A presidente ainda buscou outras fontes de análise. “Buscando mais informações li uma matéria na Veja de um dos economistas mais respeitados do mundo, o brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Princeton, em Nova York. Sobre essa crise ele diz – "No caso do Brasil, acredito que a repercussão será mais nos números do crescimento. O Brasil se beneficiou muito do preço das commodities, da demanda mundial, do baixo custo do dinheiro, de uma porção de coisas. Agora, o país crescerá menos. A Europa será mais afetada do que se pensava. A própria China provavelmente sentirá os efeitos também. A Índia já esta sentindo. O Brasil ainda não teve impacto no crescimento, mas os preços das commodities caiu bastante. Temos, no entanto, a sorte de ter commodities da economia agrícola. Mesmo que a economia mundial se desacelere, os chineses que começaram a se alimentar melhor vão continuar se alimentando"- , apresentou Leila sobre as palavras do professor.
Para a caçadorense, o Brasil possui um potencial agrícola muito grande, e a gripe aviária na Europa e Ásia, favorece a exportação de frangos do Brasil, e depois, com crise ou sem, as pessoas não vão ficar inertes sem se alimentar, beber, se vestir, enfim viver. Muito maior que a crise é o poder de consumo destes bilhões de pessoas, na análise de Leila, que acredita em medidas municipais também para o fortalecimento.
“Aqui em Caçador a saída é a diversificação da nossa indústria, e isso tem que ser urgente. A Prefeitura através da Secretaria de Indústria e Comércio tem que intensificar este trabalho. O pólo de facção já é realidade, os primeiros contatos estão retornando positivamente. As primeiras das milhares de peças já chegaram. Só que não é suficiente. A exemplo de cidades como, Videira, Concórdia, Chapecó, e agora Mafra e Canoinhas, o Agronegócio foi a solução a longo prazo e permanente, sem medo de errar, porque as pessoas não vão parar de se alimentar”, enfatiza.
De acordo com Leila, nenhuma crise derruba Commodities da economia agrícola. “Temos também sem receio nenhum de buscar junto ao Estado apoio para a vinda de novas empresas para Caçador, a descentralização econômica deve estar junto com a descentralização política”, finaliza a presidente da CDL/Caçador.





