Depois das tarifas bancárias, o Governo agora quer adotar medidas para regular a indústria de cartões de crédito e de débito e tentar acabar com a guerra travada entre comerciantes por causa da taxa cobrada nas transações, o que acaba prejudicando os consumidores.
Em Caçador e região, a proposta poderá ser um ganho significativo para os comerciantes, que poderiam começar a ter benefícios semelhantes aos de grandes grupos, o que não deixaria as operações tão onerosas para quem tem um comércio de pequeno porte.
Entre as propostas em discussão no Banco Central, coordenador do projeto, estão "a quebra do monopólio" no credenciamento dos comerciantes, a unificação de sistemas, o maior compartilhamento dos terminais (permitindo usar vários tipos de cartão em um mesmo terminal eletrônico) e a definição, em lei, de que o BC é o regulador oficial desse setor.
Para a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caçador, Leila Longo Romão, os cartões de créditos são instrumentos que facilitam as transações comerciais, beneficiando os consumidores e os empresários lojistas. “Seria muito melhor utilizado por ambas as partes se o Governo regulamentasse o setor, acabando com os abusos cometidos pelas operadoras de cartões”, assinala.
Segundo ela, do ponto de vista do empresário lojista, principalmente no caso de nossa região, onde a maioria das lojas são de pequeno porte, a negociação com as operadoras deveria ser efetuado a nível nacional, ou no mínimo regional, possibilitando os mesmos benefícios que elas concedem para grandes grupos. Estes benefícios seriam a redução da taxa de administração e a isenção do aluguel dos equipamentos, que no caso dos pequenos lojistas quase inviabiliza a operação com cartões de crédito”, avalia.
Clientes
Leila ressalta que, quanto ao consumidor que é usuário de cartão de crédito, deveria ser negociado com as operadoras a redução da taxa de juros cobradas quando necessita-se de parcelamento da fatura. “Não sei se o Governo faz que não enxerga os juros abusivos cobrados pelas operadoras. Se os juros no Brasil já são considerados elevadíssimos, o que dizer do parcelamento de cartão de crédito”, afirma.
“Estamos agora com um vislumbre, um indício, que poderá haver mudanças, e isso só está acontecendo graças a ações articuladas e de um trabalho em conjunto, confirmando o que sempre falamos da importância do associativismo, o de ser associado a uma entidade de classe", define.





