Empresários caçadorenses e representantes de entidades como a Fiesc, Sesi e Senai discutiram, nesta segunda-feira, 26, a respeito da aplicação do programa Menor Aprendiz, do Governo Federal.
Algumas empresas de Caçador foram autuadas por não terem a cota mínima exigida pelo programe em seu quadro de funcionários. O maior argumento dos empresários é a falta de qualificação destes menores, não havendo a possibilidade de se aplicar a Legislação.
Representantes do Ministério do Trabalho foram convidados e participaram do encontro. De acordo com o vice-presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, o próprio Senai, que é um dos responsáveis por disponibilizar estes cursos, aumentou, de apenas 18 vagas em 2003 para 99 neste ano, para buscar sanar este problema. “O problema é que a cota para as empresas de Caçador é muito maior, o que gerou o problema”, afirma.

Para o presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Fiesc, Durval Marcatto, o objetivo da Federação é avançar nesta questão do Menor Aprendiz.
Já o diretor do Senai, Marco Antonio Dociatti, afirma que em Caçador, existe um projeto piloto, em parceria com a Prefeitura, que é de criar uma atratividade dos jovens quanto ao setor profissional. “Temos mais de 500 crianças freqüentando cursos de inicialização profissional, que não é aprendizagem, mas que vai criar o gosto pelo setor produtivo”, revela.
A respeito do aumento do número de vagas, ele ainda salienta a responsabilidade do Senai, que é de qualificar realmente os profissionais e não apenas fazer uma formação. “Temos um enorme apreço em colocar essas pessoas no mercado e os números mostram que conseguimos 92% de empregabilidade”, completa Dociatti.
Já os representantes do Ministério do Trabalho afirmaram que cumprem o seu papel, que é de cobrar o que a Legislação manda. “A inserção dos aprendizes é uma exigência nacional”, salienta Adelmo Miranda.
Seleme finalizou o encontro afirmando que a alternativa é realmente investir em mais cursos. “Vamos reunir as empresas de Caçador para analisar quais são as necessidades delas e adaptar aos cursos”, completa, afirmando que através do Senai, vai se buscar disponibilizar mais cursos.





