Segundo informações do site Noticenter.com.br, as exportações caçadorenses caíram 14% no ano passado. O município ocupa agora, a 10ª posição no estado, ante a 6ª posição que ocupava em 2006.
Os principais motivos apontados são a baixa do dólar e a crise nos EUA, que afetaram diretamente a base da economia do município, a madeira.
De acordo com Gilberto Seleme, vice-presidente da Fiesc, a idéia de muitos empresários do setor é buscar alternativas de novos mercados e a venda dentro do país. “Já estamos procurando uma solução, mas sabemos que chegamos no nível mais baixo. Agora é apenas trabalhar para modificar este quadro”, assinala.

Além de Caçador, São Bento do Sul, que também tem a sua base econômica voltada à madeira teve uma queda de 8%.
Caçador perdeu posições para cidades como Chapecó (que cresceu 33% e chega a 7ª posição) e Xaxim (que alcançou o crescimento mais alto do estado, de 53%). Além destas, em toda da região do Oeste do Estado, incluindo também Videira, que é a segunda maior e Concórdia, a base da economia é estimulada pela indústria de alimentos de origem animal.
Concórdia produziu em 2007 mais de US$ 734 milhões de produtos para exportação, 31% a mais do que os US$ 508 milhões do período anterior. A segunda colocada, Videira, cresceu em 26% o valor de produtos exportados. Quem impulsiona a boa colocação da empresa no ranking é a Perdigão, que sozinha produziu mais de US$ 1 bilhão em produtos para exportação. Países europeus e asiáticos compõem a lista de principais clientes.
Exportações catarinenses
O ano de 2007 foi positivo para Santa Catarina. O Estado exportou 19,5% a mais do que em 2006, saltando de US$ 6,9 bilhões para US$ 8,6 bilhões no ano passado. Outubro foi o mês com maior variação positiva, 41%, enquanto agosto registrou o maior valor exportado, US$ 724 milhões.
Entre os produtos mais exportados estão os bens de consumo, equivalentes a US$ 3 bilhões, principalmente os alimentos de origem animal. As empresas catarinenses desenvolveram as relações com países Asiáticos, o que ocasionou um crescimento de mais de 58% de exportações para o bloco econômico.
Ainda assim, as vendas para a União Européia aparecem como mais representativas, significando mais de 28% de toda exportação catarinense.
Análise mensal
Agosto foi o mês com o maior valor exportado por Santa Catarina, registrando mais de US$ 724 milhões em vendas para o mercado internacional. A segunda posição ficou com outubro, onde as exportações alcançaram quase US$ 720 milhões. O mês das festas em Santa Catarina registrou a maior variação positiva do montante exportado pelo Estado em relação ao ano anterior: 41%.
Os dois primeiros meses do ano seguiram como os de menos representatividade nas exportações catarinenses. Em janeiro houve queda de 4,5% do valor exportado em relação ao mesmo mês em 2006. Fevereiro e março registraram aumento nas vendas internacionais durante 2007, sendo de 13,5% e 29%.
Durante abril de 2007, Santa Catarina exportou 30,6% a mais do que em 2006, fazendo com que o mês fosse responsável pela segunda maior variação positiva do valor vendido ao mercado internacional.
Com exceção de novembro, que registrou aumento de 16% no número de exportações, todos os outros meses do ano apresentaram acréscimo de mais de 20% nas vendas internacionais. Os destaques ficam para junho e julho, que alcançaram 28% e 29% a mais de exportações.
Produtos
Mais de 41% dos produtos exportados por Santa Catarina se enquadram nos chamados bens de consumo. Em 2007, o Estado comercializou com o mercado externo mais de US$ 3 bilhões de produtos finais, principalmente alimentos. Quase 34% de todas as exportações catarinenses foram de bens não duráveis.
Os bens intermediários, destinados às indústrias, representaram 39% da vendas ao exterior. Entre os produtos estão insumos industriais, alimentos destinados à indústria, peças e equipamentos.
Quase 20% das exportações de empresas de Santa Catariam, ou seja, US$ 1,5 bilhão, foram relativas aos bens de capital, como equipamentos de transporte de uso industrial.
Países clientes
De 2006 para 2007 as exportações para países asiáticos aumentou em 58,5%. Ainda assim, as vendas para a União Européia aparecem como as mais representativas, significando mais de 28% de toda exportação catarinense. O montante relativo à UE representa quase o dobro do número referente à Ásia (14%), que fica em terceiro lugar atrás apenas dos Estados Unidos (18%).
Já no requisito países, os Estados Unidos seguem como maiores clientes do Estado. Em 2007, o país comprou quase US$ 1,3 bilhão de Santa Catarina, 8% a menos do que o registrado no ano anterior. A maior variação positiva das vendas externas foi relativa à Coréia do Sul. Enquanto em 2006 a nação comprava US$ 40 milhões, no ano passado o número cresceu 230%, alcançado os US$ 123 milhões.
A segunda maior variação positiva ficou com a Angola, 125%. A Venezuela ficou em terceira colocada no ranking, com 119%.
A África do Sul apresentou a maior queda no índice de compras de produtos catarinenses, com quase 23%. Apenas os Estados Unidos (8%) e o Chile (3%) também compraram menos em 2007.





