3 de outubro de 2026
Agricultura

Tomate: "Safra deste ano será intermediária"

Comercialização não será tão boa como a última safra, mas não tão ruim quanto 2006

Por Caçador Online

Comercialização não será tão boa como a última safra, mas não tão ruim quanto 2006

A safra de tomate deste ano será intermediária. Esta é a previsão da Associação Caçadorense dos Produtores de Tomate (Acato), com base nos dois anos anteriores. Em 2006, produtores chegaram a jogar tomate fora, e em 2007, a caixa de 20 quilos chegou a ser negociada por R$ 35,00. 

De acordo com o presidente da Acato, Antônio Dalbosco, o preço do produto ainda está totalmente indefinido. “Por se tratar do início da safra e das variedades que existem aqui, fica difícil definir a média do preço por caixa”, afirma. Ele diz que isso será possível apenas a partir de alguns dias, quando se equilibra as vendas.

Hib Paron, uma das variedades mais cultivadas em Caçador

Até agora, apenas 30% das lavouras plantadas tiveram início das colheitas e as vendas iniciaram esta semana.

"Carro chefe", produção de tomate interfere na agricultura de um geral em Caçador

O presidente do SITRUC (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caçador), Ricardo Pelegrinelo, afirmou, em entrevista à rádio Caçanjurê, que a boa safra do tomate interfere positivamente na agricultura de um modo geral. "O tomate é o carro chefe em Caçador e esta cultura indo bem, toda agricultura sai ganhando", diz.

Produtores e meeiros

Sobre a relação entre produtores e meeiros, Pelegrinelo confirma que alguns casos são preocupantes. "A gente respeita a prática de dividir o lucro em porcentagens, mas às vezes há relações truncadas neste sentido. Se o tomate vai bem é uma coisa. No ano passado tivemos pouquíssimos casos de resolver crises. Agora, se vai mal, é outro contexto e que pode haver complicações entre as partes", afirma.

No entanto, ele coloca que os maiores produtores geralmente trabalham dentro da lei. "Aqueles que têm vários empregados com carteira assinada são os que mais têm sucesso", finaliza.

Outros estados ainda produzem
Segundo Dalbosco, outros estados do Brasil ainda estão produzindo, o que deixa as vendas menores aqui para a Região. “Mesmo assim, no final do mês começa a melhorar porque em São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais termina a safra”, assinala.

Valdir Toneto, trabalha com a marca Paron em Caçador

Clima favoreceu
Dalbosco também enfatiza a importância da estiagem destes últimos dias para o produto. “A qualidade aumentou bastante com isso”, afirma, salientando que a espera é que se melhore ainda mais nos próximos dias.

Antônio Dalbosco, presidente da ACATO, também é produtor

Produção integrada
Com relação à produção integrada de tomate, Dalbosco diz que foi dado o início para isso e que até então, está se tendo bons resultados. “Trata-se de um produto com poucos agrotóxicos, quase orgânico”, destaca, afirmando que a expectativa é que se possa colocar no mercado no próximo ano. “É um produto mais saudável”, garante.

Mais notícias