3 de outubro de 2026
Caçador

Mais de 200 alunos ficam sem aula após fechamento do Pequeno Aprendiz

Cerca de 40 funcionários estão com salários atrasados e ficaram desempregados

Por Caçador Online

Faz mais de uma semana que a escola particular Pequeno Aprendiz, em Caçador, não abre mais as portas. O fechamento se originou após um suposto problema financeiro e pegou de surpresa os funcionários e os pais de alunos que desde o início do mês estão sem respostas.

O colégio abriu pela última vez no dia 7 de junho, e a partir do dia seguinte parou de atender. A proprietária do estabelecimento não atende as ligações e não se manifestou sobre o fechamento. Há informações de que ela está morando em outra cidade.


Pais e funcionários se depararam com a escola fechada

Desta forma, 209 alunos ficaram sem aulas. Muitos pais já tinham pago a mensalidade de junho, e agora não encontram vaga em outras escolas. Os que encontraram vagas, sequer tiveram acesso à documentação escolar do filho que está arquivada no Pequeno Aprendiz.

A mãe Silvana Fagundes, que tinha um filho de 5 anos matriculado no colégio desde o maternal, disse que não sabe o que fazer. "Agora estamos sem ter um atestado de frequência e nenhuma documentação para transferir meu filho. Está tudo parado. É o caso de muitos pais aqui”, relata.

Para agravar a situação, 42 funcionários ficaram desempregados. A maioria está com salários atrasados (alguns desde fevereiro), conforme conta Carla Tatiane Martins, que até então era orientadora da escola. “Estamos todos desempregados. Já é metade do ano e não vamos conseguir emprego. Está bem difícil, bem desesperador, porque não sabemos o que irá acontecer com nós. Vai demorar até a gente conseguir algo na Justiça”, reclama em nome dos funcionários.

O profissional Argeu Thyago Ribeiro, que trabalhou dez anos no Pequeno Aprendiz, revela que a situação da escola era normal até a nova gestora assumir. "Do tempo da antiga diretora, nunca passamos por isso. A escola tem 20 anos de história e sempre foi bem administrada. Depois que a atual proprietária assumiu, aconteceu isso, essa dita falência. Antes recebíamos em dia, nunca houve atraso. Agora a situação estava feia. Salários atrasados, sem transparência alguma”, salienta.

Pais e funcionários procuram Justiça

Pais e funcionários procuraram a Delegacia de Polícia e registraram boletim de ocorrência. Porém, segundo o delegado Marcelo Colaço, os atos não se configuraram crime, mas inadimplementos contratuais, cujo problema deve ser resolvido na esfera cível.

O Ministério Público também foi procurado. A 3ª promotoria de justiça, que trata da área do consumidor, disse que a situação mais urgente que está sendo resolvida é a documentação dos alunos. A escola deve fornecer todo o aparato necessário para que os pais possam matricular seus filhos em outra unidade.

Sem contato

A reportagem do Caçador Online não conseguiu contato com a responsável pela escola. Diversas ligações foram feitas desde semana passada no número fornecido pela entidade, porém a proprietária não atende as ligações. Os funcionários e até mesmo a promotoria de justiça também não conseguiram contactá-la.

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