O réu Fábio da Silva, apelidado de Picadinho, se manteve em silêncio no interrogatório do júri popular que acontece nesta terça-feira, 24, no Fórum de Caçador. Ele será julgado pela morte, esquartejamento e ocultação de cadáver da vítima Lucas Pereira, crime ocorrido em 2016, na linha Caixa d'água, no interior.
Fábio respondeu apenas perguntas da promotoria relativas à fuga do presídio em março deste ano. Disse que não orquestrou a evasão, que viu as grades serradas e fugiu para ir para casa.
O júri é presidido pelo juiz de direito Rodrigo Dadalt. A defesa é feita pela defensora pública Elaine Masnik e a acusação é do promotor João Paulo de Andrade.
Cenas fortes
O promotor João Paulo de Andrade, do Ministério Público, apresentou em plenário cenas fortes do cadáver da vítima para convenceu os jurados da crueldade cometida por Fábio.
A acusação pede a condenação do réu pelo crime de homicídio triplamente qualificado pelo motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também acusa o réu de destruição e ocultação de cadáver.
"Eu não acredito na ressocialização neste tipo de caso. Eu espero que ele nunca saia da cadeia", iniciou o promotor.
Segundo o Ministério Público, no dia 21 de abril de 2016, Fábio e a vítima Lucas estavam numa festa em frente ao portão da Epagri. Em determinado momento, os dois discutiram.
À noite, Lucas passou mal em razão do estado de embriaguez e foi dormir no carro de Fábio. Acompanhado da namorada, o acusado disse que levaria Lucas para casa, mas parou no meio do caminho para cometer o crime.
A vítima estava no banco de trás e foi estrangulada com uma corda. Após morto, foi deixado no meio do mato. Segundo o promotor, Fábio voltou no dia seguinte e esquartejou o cadáver com uma cortadeira, e enterrou o corpo.
Reincidência
Fábio Picadinho é reincidente. Foi condenado e cumpriu pena por furto qualificado antes do homicídio. Também está respondendo, sem condenação ainda, por estupro, homicídio qualificado contra outra pessoa e receptação.







