3 de outubro de 2026
Testemunha

“Ela gritava desesperada por socorro”, diz vizinho da tragédia

Ivo, a primeira pessoa a chegar na cena do crime, conversou com a nossa reportagem

Por Caçador Online

Um vizinho foi a primeira pessoa a chegar na casa onde ocorreu a fatalidade com o casal José Dinis Bonette, 44 anos, e Lilian Eger Pontes, 37, na noite de ontem, 28. O morador da residência ao lado, Ivo Vilvock, 54 anos, lembra: “Ela gritava desesperada por socorro. Gritou até perder as forças, por mais de cinco minutos”.


Ainda chocados com a tragédia, Ivo e Marilene
conversaram com a reportagem do Portal Caçador Online

Encontrar o casal agonizando no chão foi uma cena terrível para Ivo. Ele estava dando remédio para sua mãe quando, por volta das 19h, começou a ouvir gritos de Liliane, que implorava por ajuda.

“Larguei tudo e fui correndo ajudá-la. Quando cheguei lá encontrei os dois caídos no chão. Ela [Lilian] tinha um furo no peito e ele [José] também estava caído e todo cheio de sangue”, disse Ivo para a nossa reportagem nesta quarta-feira, 1º.

Os bombeiros e a polícia foram acionados logo em seguida e populares tentaram estancar o sangue das vítimas. Marilene Vilvock, 49 anos, esposa de Ivo, foi quem acompanhou Lilian na ambulância até o hospital.

“Como a mãe dela não estava aqui, eu peguei minha bolsa e fui junto na ambulância. Ela só me dizia: ‘Mari, não me deixe morrer, não me deixe morrer’. Foi horrível”, lembra dona Marilene, ainda emocionada.

“Ninguém esperava por isso”

José e Lilian já estavam em processo de separação há algum tempo, mas não aparentavam indício de violência, conforme conta a vizinha Marilene Vilvock, com quem o casal tinha um bom entrosamento.

“Eles estiveram aqui em casa cinco minutos antes de ocorrer aquilo. Ele me pediu uma caixa para colocar as coisas dele, porque estava saindo de mudança, mas os dois estavam bem naquela hora. Ninguém esperava por isso”, declara.

José dormia apenas alguns dias na casa para ir acostumando o filho mais novo com a separação. Mas Lilian, que desabafava sobre o relacionamento com a vizinha, contou uma vez que acreditava que ainda poderiam se acertar.

“Ela dizia que gostava dele, e estava contente porque havia conseguido mandar arrumar o carro e pagar todas as contas. Estava feliz que estava dando certo as coisas”, finaliza dona Marilene.

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