3 de outubro de 2026
Posse ilegal de arma

Polícia confirma prisão do prefeito e secretário em Caçador

Em operação referente ao programa Asfalto para Todos, armas foram encontradas

Por Caçador Online

A Polícia Civil, através da DIC (Divisão de Investigações Criminais), prendeu em flagrante na tarde desta terça-feira, 18, o prefeito de Caçador, Gilberto Amaro Comazzetto (PMDB), e o secretário municipal de Fazenda, Gilberto Hausch, por posse ilegal de arma de fogo. A operação é resultado de um inquérito que investiga possíveis irregularidades no programa de pavimentação de ruas da Prefeitura, chamado Asfalto para Todos.

De acordo com o delegado Eduardo Matos, a operação cumpriu mandados de busca na sede da prefeitura, onde foram apreendidos computadores e documentos, e na residência do prefeito e do secretário, onde estavam as armas sem o devido registro.

Após prestar esclarecimentos e pagar fiança, Beto e Haudsh foram liberados e responderão o processo em liberdade.

Ainda segundo o delegado da Polícia Civil de Caçador, na residência do prefeito foram encontradas seis armas de fogo, sendo que quatro delas estavam com o porte vencido (duas espingardas calibre 12, uma espingarda calibre 20 e um revólver calibre 32).  Na residência do secretário municipal da Fazenda um revólver calibre 38, também sem o registro.

Também foram cumpridos mandados na casa do secretário da Administração, Jovani Scremin e do diretor do Procon e ex-coordenador do Programa Asfalto para Todos, Carlos Alberto Pegoraro.

A Operação

Segundo Mattos, os mandados de busca e apreensão são resultados de um inquérito que investiga o crime de emprego irregular de verba pública e associação criminosa, que supostamente estavam sendo cometidos na Prefeitura de Caçador, especialmente em relação ao programa Asfalto para Todos.

A investigação constatou que o dinheiro pago pelos contribuintes estava sendo depositado na "conta pagadora" do município, destinada ao pagamento de empenhos em geral, desvinculando a receita ao programa Asfalto Para Todos. Indícios sugerem que esses recursos foram utilizados para o fechamento do caixa de final de ano da prefeitura.

Constatou-se também que a pavimentação de 16 ruas abrangidas pelo programa teve início sem que houvesse o pagamento da caução de 50%, exigido por lei. Por outro lado, em pelo menos três ruas onde a caução já havia atingido os 50%, as obras não tiveram início.

A polícia investiga se essas atitudes tiveram intenção política.

Após ouvir vereadores que denunciaram o caso e testemunhas, a polícia representou junto ao Poder Judiciário para obter mandados. O Tribunal de Justiça, em Florianópolis, concedeu mandados de busca em apreensão para as residências e Prefeitura, bem como a quebra de sigilo bancário das contas do programa Asfalto para Todos.

Outro pedido da polícia foi o afastamento do prefeito e dos três secretários, o que foi negado pelo TJ-SC.

O prefeito Beto e o secretário Gilberto foram liberados após o pagamento de fiança. A assessoria enviou nota sobre o caso. Leia clicando aqui.

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