4 de outubro de 2026
Câmara

Projeto sobre a Sulca é aprovado em 2ª votação

Prefeito participou da sessão para explicar desistência do prédio e terreno

Por Caçador Online

A Câmara Municipal de Caçador aprovou, em 2ª votação, o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a desistir dos processos do prédio e terreno da antiga Sulca (empresa do ramo calçadista que encerrou as atividades em 1991 e decretou falência). A matéria voltou a render debate na sessão desta quinta-feira, 23, com a presença do prefeito Beto Comazzetto e do síndico da massa falida, o advogado Anderson Socreppa. A votação foi a mesma, oito votos a favor, três contrários e uma abstenção.

A vereadora Cleony Figur (PSD) usou a tribuna para explicar o pedido de vista do projeto na semana anterior.

“A melhor coisa que eu fiz foi pedir vista ao projeto, o que contribuiu para a aproximar a Fetec, através dos empresários, com o Executivo Municipal. Penso que é necessário conversar sobre isso para que possamos ser referência na sociedade, até porque o nosso objetivo é fazer o melhor para Caçador, cada um com suas ideias, arcando com as consequências”, elucida.

O advogado Anderson Socreppa comentou a situação da Sulca, afirmando que a Prefeitura tem a responsabilidade de pagar as dívidas herdadas. “Queria poder ser vereador e dizer com honra que ajudei o município a crescer tirando das costas essa conta da prefeitura, e o prefeito tem a hombridade de tomar esse posicionamento ao dizer que as empresas deveriam sair daquele local e tentar solucionar essa questão”, esclarece o síndico que representa a massa falida.

Também na oportunidade o prefeito de Caçador, Beto Comazetto, justificou o encaminhamento do projeto ao Legislativo.

“Deixo claro que aquele terreno não é da Prefeitura e não é nossa obrigação ficar com um espaço que não cumpre com a função proposta. A Fetec foi criada para ser uma incubadora, com tempo determinado para atuação daquelas empresas, porém não é isso que acontece e muitas estão ali há mais de 10 anos”, disse.

“Também quero informar que a Prefeitura tem um terreno para ser transformado em uma área empresarial, ao lado da empresa Só Doce. Só estamos falando isso agora porque antes faltava a escritura. Vamos desenvolver um projeto, com auxílio da promotoria e justiça, e definir a melhor forma de contemplar pessoas que queiram empreender e gerar empregos no município”, acrescentou Comazzetto.

O vereador Valmor de Paula, impossibilitado de votar o referido projeto relacionado à Sulca, salientou a importância da conquista para os ex-funcionários. “Apesar dos trabalhadores aguardarem por mais de 23 anos, a aprovação desse projeto foi uma conquista. Agradeço aos vereadores que votaram a favor e também aos que votaram contra, pois a Câmara Municipal é um espaço democrático, onde os legítimos representantes do povo debatem e procuram legislar da melhor forma possível para toda comunidade”, conclui.

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