Os irmãos Gilson Correia de Souza e Juliano Correia de Souza foram presos no final da manhã desta quarta-feira, 29, ao se apresentarem na Delegacia de Policia Civil em Caçador. Os dois são suspeitos de matar com oito tiros Leandro Cardoso, 27 anos, na última segunda-feira, 27, no bairro Alto Bonito.
De acordo com o delegado regional, Fabiano Locatelli, que chefiou as investigações, os dois estavam foragidos desde o dia do crime. “Eles se apresentaram com seus advogados, mas já tinham mandado de prisão em aberto desde ontem e por isso foram ouvidos e conduzidos ao Presídio Regional”, disse.
Polícia acredita que os dois atiraram
Apesar de Gilson ter confessado o crime, a investigação acredita que ambos atiraram em Leandro e duas armas teriam sido utilizadas. “Foram 10 tiros, sendo que oito atingiram a vítima na cabeça e no tórax. No local a perícia encontrou dois tipos de munição, o que comprova versão de testemunhas que ambos atiraram”, disse Locatelli.
Porém, apenas uma arma foi apreendida, uma pistola. A pistola está registrada no nome de Juliano, assim como outra arma que não foi localizada.
Disputa de terreno deixado de herança motivou o crime
Durante o depoimento, os suspeitos relataram que os desentendimentos começaram há oito meses quando o avô deles faleceu, dando início a uma briga pela disputa do terreno deixado como herança.
Segundo eles, Leandro e a esposa, que é tia de Gilson e Juliano, questionavam a divisão da propriedade e com isso, começaram provocações e perturbações de ambos os lados.
“Inclusive eles já tinham brigado no último sábado, dia 25, usando faca e outros objetos para se agredirem”, contou o delegado.
No dia do homicídio, uma nova briga aconteceu minutos antes da fatalidade. Os ânimos se exaltaram e Gilson foi até a casa do irmão pegar a pistola. Ele disse ter invadido a casa de Leandro e efetuado os disparos.
No inquérito policial consta que no dia do crime Juliano estava trabalhando e saiu mais cedo, 30 minutos antes do homicídio.
Os dois foram presos por homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo. Se condenados, podem pegar mais de 13 anos de prisão.
O delegado Fabiano Locatelli ainda revelou que no momento em que Leandro foi executado, o filho dele de sete anos estava em casa e presenciou a violência.
“Espero encerrar o inquérito até sexta-feira e entregar ao Poder Judiciário. Ainda preciso ouvir mais duas testemunhas para encerrar”, concluiu o delegado.
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