O Fórum da Comarca de Caçador ficou movimentado durante toda a sexta-feira, 13, devido ao júri popular de Thiago Gaedck, acusado de causar a morte de três pessoas da mesma família em acidente de trânsito na SC 135, entre Caçador e Rio das Antas. Após oito horas de julgamento, o réu foi condenado a sete anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente semi aberto aberto.
A sessão contou com a presença de familiares das vítimas e também do réu, além de um grande número de policiais militares. Como o caso teve forte apelo popular, o juiz Yannick Caubet solicitou o trabalho da Polícia para evitar possíveis manifestações que atrapalhassem na decisão dos jurados (seis homens e uma mulher).
Na leitura da sentença, o juiz informou a decisão dos jurados por maioria absoluta dos votos, condenando Thiago por três crimes de homicídio doloso (com intenção de matar) e uma lesão corporal grave. Como atenuante foi levado em consideração que Thiago é réu primário.
O promotor Felipe Schimit ficou satisfeito com o resultado final. “Foi um grande trabalho voltado para a Justiça. As provas são irrefutáveis, mostrando que o réu assumiu o risco de matar fazendo uma ultrapassagem em local proibido e em alta velocidade”, disse.
O promotor comunicou ainda que já ofereceu denúncia contra Gustavo Cesca, amigo de Thiago e que no dia do acidente estava dirigindo uma S10, possivelmente participando de um “racha” na rodovia. Ele também deverá entrar com recurso para que o réu tenha a pena ampliada e cumpra a mesma em regime fechado.
Já a defesa afirmou que vai entrar com recurso sobre a sentença do júri. “A defesa não concorda e vai recorrer. Respeito a decisão dos jurados, mas no meu entender não foi uma decisão baseada nas provas dos autos, porque o Thiago não buscou a morte dessas pessoas”, disse o advogado Artêmio.
O juiz Yannick Caubet avaliou de forma positiva o andamento dos trabalhos do júri. “As pessoas colaboraram desde o início e fica um agradecimento à Polícia Militar que atendeu prontamente nossa solicitação e se fez presente hoje aqui”, finalizou.
O caso
O fato aconteceu no dia 7 de fevereiro de 2007 na antiga SC 303, atual SC 135. Thiago vinha de Videira dirigindo o Peugeot 206 e na frente seu amigo Gustavo Henrique Cesca com uma S10. Segundo os autos do processo, ambos estavam em alta velocidade e chovia muito.
No KM 157, próximo ao sítio Cochilha dos Pampas, Thiago abriu uma ultrapassagem em local proibido e ao se aproximar da curva colidiu de frente com o Kadett conduzido por Celso Osley Xavier. Junto com ele estava sua esposa Vera Lúcia Toiller Xavier e os dois filhos do casal, sendo um menino de dois anos e menina de dois meses.
Morreram no local Celso e os dois filhos. Vera Lúcia teve ferimentos graves.








