Uma menina de 11 anos morreu na madrugada de sábado após ingerir medicamentos para pressão e labirintite, que eram de uso dos pais. Elita de Jesus Rodrigues morava com a família no bairro Martello e estava em casa quando tomou os remédios, pelo menos três comprimidos de cada.
A menina, que estudava na escola Hilda Granemann de Souza, estava de férias devido à realização da Olesc, em Caçador. Na sexta-feira a tarde, ela resolveu tomar os comprimidos e pediu a uma amiga que estava junto que não contasse a ninguém.
Elita começou a passar mal e desmaiou às 18h de sexta-feira, quando os pais acionaram os bombeiros e levaram a menina até o Pronto Atendimento Municipal. O médico que atendeu Elita deixou a adolescente em observação até às 23h, quando foi dado alta.
“Ele disse que ela iria melhorar aos poucos, que ela iria ficar tonta e vomitar e que isso era normal”, relatou a tia Divanir de Fátima Rodrigues, em entrevista à Rádio Caçanjurê, nesta terça-feira.
Em casa Elita tomou um iogurte e dormiu até às 4h da madrugada, quando voltou a passar mal. Segundo a família, ela não respirava e estava sem os sinais vitais. O tio foi quem a levou até o hospital Maicé, onde os médicos tentaram a reanimação, sem sucesso.
“Estamos indignados porque no nosso entendimento o médico do PA não poderia dar alta naquela situação. Era um quadro delicado e ela poderia ter uma recaída a qualquer hora, e foi o que aconteceu. Ela deveria ter sido encaminhada ao hospital”, reclamou.
A secretaria municipal de Saúde, Luzia Michelina dos Santos, disse que so vi se manifestar depois de conversar com médico que realizou o atendimento, que não mora em Caçador. Ela não informou o nome do profissional.
Elita deixou duas cartas
Antes de tomar os medicamentos, Elita escreveu duas cartas. Uma para os pais dizendo que os amava e pedindo para que eles não a esquecessem. A outra carta era para uma amiga da escola, também em tom de despedida.
Segundo a família, que tenta entender os motivos da atitude de Elita, a menina tinha uma vida normal.





