4 de outubro de 2026
Deixou cartas

Menina de 11 anos morre após ingerir medicamentos

Família reclama de médico que deu alta. Menina morreu horas depois

Por Caçador Online

Uma menina de 11 anos morreu na madrugada de sábado após ingerir medicamentos para pressão e labirintite, que eram de uso dos pais. Elita de Jesus Rodrigues morava com a família no bairro Martello e estava em casa quando tomou os remédios, pelo menos três comprimidos de cada.

A menina, que estudava na escola Hilda Granemann de Souza, estava de férias devido à realização da Olesc, em Caçador. Na sexta-feira a tarde, ela resolveu tomar os comprimidos e pediu a uma amiga que estava junto que não contasse a ninguém.

Elita começou a passar mal e desmaiou às 18h de sexta-feira, quando os pais acionaram os bombeiros e levaram a menina até o Pronto Atendimento Municipal. O médico que atendeu Elita deixou a adolescente em observação até às 23h, quando foi dado alta.

“Ele disse que ela iria melhorar aos poucos, que ela iria ficar tonta e vomitar e que isso era normal”, relatou a tia Divanir de Fátima Rodrigues, em entrevista à Rádio Caçanjurê, nesta terça-feira.

Em casa Elita tomou um iogurte e dormiu até às 4h da madrugada, quando voltou a passar mal. Segundo a família, ela não respirava e estava sem os sinais vitais. O tio foi quem a levou até o hospital Maicé, onde os médicos tentaram a reanimação, sem sucesso.

“Estamos indignados porque no nosso entendimento o médico do PA não poderia dar alta naquela situação. Era um quadro delicado e ela poderia ter uma recaída a qualquer hora, e foi o que aconteceu. Ela deveria ter sido encaminhada ao hospital”, reclamou.

A secretaria municipal de Saúde, Luzia Michelina dos Santos, disse que so vi se manifestar depois de conversar com médico que realizou o atendimento, que não mora em Caçador. Ela não informou o nome do profissional.

Elita deixou duas cartas

Antes de tomar os medicamentos, Elita escreveu duas cartas. Uma para os pais dizendo que os amava e pedindo para que eles não a esquecessem. A outra carta era para uma amiga da escola, também em tom de despedida.

Segundo a família, que tenta entender os motivos da atitude de Elita, a menina tinha uma vida normal.

Mais notícias