3 de outubro de 2026
Daniel Régis

“Investigação é longa e materialidade do crime já estava garantida”

Delegado, que comandou operação Proditor, iniciou oitiva de presos

Por Caçador Online

O delegado Daniel Régis, da Diretoria de Investigações Criminais (DIC) de Caçador, Daniel Régis, começou nesta semana a oitiva dos 30 presos na Operação Proditor, acusados de pertencer a uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas e outros crimes.

Os primeiros a prestarem depoimentos são os que permanecem detidos em Caçador, e depois os quatro policiais militares, o agente prisional e a advogada, que estão recolhidos em Florianópolis.

De acordo com o delegado, foram quase oito meses de investigações, e existem provas concretas contra os envolvidos, inclusive os policiais militares. “Posso afirmar que não haveria menor possibilidade de prisão se não fosse absolutamente necessária. Nenhum deles é inocente, estão presos porque fizeram opções, sabiam com quem estavam lidando e tomaram decisões erradas”, disse.

“Não é porque fizemos apreensão de 150 ou 200 gramas de entorpecente, que a materialidade do crime fica comprometida. A investigação é longa, quando representamos por todos os mandados, já tínhamos garantido a materialidade do crime de tráfico e associação, tendo nas mãos crack, maconha e cocaína de várias outras prisões que aconteceram durante meses”, garantiu Régis.

Ele citou como exemplo a informação repassada sobre um assalto em Lebon Régis. “Um desses marginais estava para fazer a cobrança do entorpecente que vinha do litoral e tinha feito um assalto. A Polícia Militar fez uma abordagem porque tinha a informação que ele estava armado. Supunha que tinham uma informação fidedigna, mas o único objetivo era prender aqueles que não mais serviam ao interesse do grupo”, afirmou o delegado.

“Isso está muito claro, o Ministério Público não seria leviano, muito menos o Poder Judiciário, de autorizar uma das maiores operações da história do estado de Santa Catarina, se houvessem meros indícios. As provas são robustas, são compostas de imagens, áudios, depoimentos, estamos fechando em quase 2 mil páginas de material”, revelou Régis.

Segundo ele, os advogados passaram a ter acesso a esse material. “Fiz algumas oitivas na presença de advogados. Estou fazendo a filmagem dos interrogatórios para ser uma coisa bem transparente e verdadeira. Eu não estou aqui chutando, aconteceu, é assim, e para nossa tristeza tivemos que cortar na própria carne”, finalizou, agradecendo ainda o Comando da Polícia Militar, que auxiliou nos trabalhos.

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