Objetivo é escolher algumas das pessoas que estão nas oficinas para a peça
Os trabalhos no Projeto Outra Visão, coordenados pelo professor de teatro e ator, Marcos de Souza, estão chegando a sua faze de definições. Nos próximos dias, dos 32 alunos que freqüentam as oficinas, 7 ou 8 serão escolhidos para realizarem a apresentação da peça “Relatos de uma academia caçadorense”.
“As oficinas estão sendo realizadas como uma preparação para essa peça”, enfatiza Souza.

Entre os dias 18 e 23 de agosto, serão realizadas apresentações da peça para o público de Caçador, inclusive para as escolas. “Vamos cobrar como ingresso livros didáticos, alimentos, roupas, que posteriormente serão doados para escolas e entidades que cuidam dos mais carentes”, completa o professor, informando que a peça terá co-produção da caçadorense Luciane Paes, e texto de Sócrates Fusinato.
O professor também destaca a necessidade que o Projeto tem de patrocínios. “Apesar de termos ajuda da UnC e da Prefeitura, existem muitos custos, como figurino, cenário, material de divulgação e outros, os quais não há recursos”, revela Souza.
Parceria com o SESC
Souza comemora a parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio). “Através desta grade instituição iremos levar o nome e os talentos de Caçador para toda Santa Catarina. Depois de apresentarmos nosso trabalho aqui, o projeto continua em Florianópolis, onde haverá uma mescla de atores, para apresentação de uma nova peça na capital”, salienta.
Até mesmo o nome da nova apresentação em Florianópolis já foi definido. “Iremos chamar de Delírios poéticos dos catarinenses, pois teremos a participação dos atores caçadorenses, onde tudo foi iniciado, e dos da capital”, conclui Souza.
Naturalidade dos caçadorenses é positiva
Souza ainda lembrou que a naturalidade das pessoas de Caçador é fator fundamental para o bom desenvolvimento da peça. “Estou encantado com a maneira como as pessoas do interior conseguem se expressar. É muito diferente de um grande centro, onde elas apenas representam o personagem, pois estão muito presas a novelas e filmes, querendo ser iguais aos atores da televisão”, comenta.
O coreógrafo Raoni Garcia afirma que isso ajuda e muito na sua montagem para a peça. “As pessoas daqui têm no sangue, nas marcas genéticas a dança, a força, devido aos muitos conflitos que neste local aconteceram. Então, elas trazem essa marca boa para esse trabalho, pois lutam com a sua fúria cabocla para produzir a arte de dançar”, revela Garcia.
Salto
A professora Luciane Paes diz estar maravilhada com essa descoberta da arte de Caçador. “Isso é um grande salto no desenvolvimento do teatro no município”, salienta, afirmando estar muito feliz por esse novo tempo.
“Trata-se de uma oportunidade de fazermos aqui um teatro mais universal, podendo levar o nome de Caçador para o mundo, além de um enorme destaque dentro de Santa Catarina e do Brasil”, enfatiza Lu.





