O 15º Batalhão de Polícia Militar de Caçador recebeu nessa terça-feira, 8, três Dispositivos Eletrônicos de Controle, mais conhecidos como Taser, cuja fabricação é norte-americana. Através de descarga elétrica, a arma causa a incapacitação temporária neuromuscular.

A Taser gera uma elétrica de alta tensão de 50.000V, cujo arco voltaico (energia que circula no corpo do indivíduo) é de 5.000V. Porém, como sua corrente é considerada baixa (0,0036 Ampéres), não oferece perigo de morte. Numa comparação, uma tomada de parede, embora possua uma tensão média de 220 v, sua corrente oferece risco porque tem mais de 50 Ampéres.
Utilização de duas formas:
- Por drive stun, que consiste no uso direto do dispositivo na pessoa, que causa incapacitação local mais dor;
- Por sondas, que são cartuchos contendo agulhas no formato de pequenos arpões que, através do acionamento de uma cápsula de ar, lançam fios capazes de conduzir a energia e afetar as funções sensoriais e motoras do indivíduo.
Os efeitos causados no indivíduo podem ser (dependendo da fisiologia da pessoa):
- Paralisia temporária;
- Tontura por alguns segundos ou minutos;
- Vertigem;
- Formigamento temporário;
- Dor.
Para a aspirante a oficial PM Juliana Cipriano, a pistola Taser irá proporcionar uma segurança maior à comunidade, já que será usada contra pessoas que possam estar colocando a vida de outras ou até mesmo do policial em risco.

Como os efeitos da Taser agem essencialmente para provocar a contração muscular involuntária, a questão da resistência do indivíduo contribui muito para aumentá-los, ou seja, se a pessoa estiver lutando, resistindo, fugindo ou praticando qualquer atividade que exija grande força, fará com que os efeitos causados pelo dispositivo sejam potencializados.
Juliana ainda fala que a Taser veio para que seja evitado o uso de armamento letal, fazendo com que o infrator terá a chance de repensar naquilo que tenha feito.
Sem risco à saúde
O uso da Taser não representa nenhum risco para a saúde do indivíduo, pois seus efeitos são temporários e não deixam sequelas, nem mesmo aos cardíacos ou portadores de marca passo. Apenas orienta-se aos operadores que não utilizem o equipamento em crianças, idosos e mulheres grávidas.
O militar não terá como fazer uso do equipamento de forma indevida, ou seja, não haverá abusos, pois cada disparo ou ciclo Taser é registrado em sua memória, que por sua vez é repassada via cabo USB para o computador, e todos os acionamentos devem ser justificados e prescritos em relatório.





