Matéria atualizada às 15h16 do dia 4 de outubro para acréscimo de informações.
Uma quadrilha armada assaltou um ônibus com caçadorenses, estudantes e professores do SENAI, que seguia para uma feira de papel e celulose em São Paulo. O crime aconteceu na BR 116, no município de Campo Tenente. Eles ficaram cerca de 1 hora e meia no bagageiro do veículo, enquanto os bandidos roubavam os pertences, como celulares, computadores e dinheiro.
Os cerca de 30 alunos haviam saído no início da noite de Caçador e foram surpreendidos com uma barreira na rodovia, por volta das 23h30.
De acordo com o diretor do SENAI, Volnei Magedans, que estava com o grupo, os homens desceram do veículo atirando. “Um dos tiros estilhaçou o parabrisa do ônibus e o estilhaço atingiu o rosto do motorista”, contou.
Segundo ele, em seguida, três homens desceram do carro e tomaram o controle do ônibus, levando até uma estrada secundária, no meio de um reflorestamento. “Ficamos muito assustados, ainda mais pelo fato de que não éramos o alvo, porque eles buscam excursões com comerciantes que seguem a São Paulo e têm mais dinheiro. Mesmo assim, todos nós conseguimos manter a calma e evitar que o pior acontecesse”, acrescentou Volnei.
Além disso, o diretor do SENAI contou ainda que um dos assaltantes chegou a dizer que não se deve viajar à noite naquela região. “Somente nos últimos dias, pelo que nos informaram mais tarde, este foi o quarto ônibus assaltado”, revelou Volnei.
Depois que os bandidos foram embora, os caçadorenses conseguiram chegar até a rodovia e pedir ajuda. O ônibus retornou para Caçador e chegou por volta das 10h.
O delegado Daniel Régis afirmou que a Polícia continua fazendo o levantamento acerca de outras quadrilhas que estão agindo naquela região. “Trata-se de um local ermo, onde não funciona nem celular e nem os rádios comunicadores da polícia, o que facilita a ação destes bandidos”, disse.
Régis destacou também que, mesmo com a prisão de alguns criminosos, suspeitos de atuarem em assaltos nas rodovias, mais pessoas ainda continuam cometendo crimes.
Para o delegado, o fato de efetuarem disparos demonstra a periculosidade deles. “Enquanto tivemos uma força-tarefa atuando na BR 153, não houve uma única abordagem a veículo para cometimento de crime. O que precisamos é de uma política de policiamento ostensivo, muito mais do que a investigação posterior, para terminar com este problema de vez”, finalizou.





