A questão financeira envolvendo o Hospital Jonas Ramos debatida desde o ano passado começa a se desenrolar. A falta de recursos faz com que o lugar tenha suas portas fechadas nesta quarta-feira (9) e os atendimentos de obstetrícia, ginecologia e maternidade transferidos para o Hospital Maicé. A ala psiquiátrica também será fechada e já existem negociações com hospitais de fora para transferência de pacientes.
Em entrevista a Rádio Caçanjurê nesta terça-feira, a representante do Jonas Ramos, irmã Elisabete Lima, relatou os fatos. “Queremos alertar que a comunidade não sofrerá nenhum prejuízo em termos de atendimento. Quanto a ala psiquiátrica já temos os municípios de referência para onde os pacientes serão encaminhados. O espaço para maternidade dentro do Maicé já teve as adequações feitas para preservar e qualificar o serviço”, disse.

A maternidade terá um local dentro de todas as normas segundo a irmã, mesmo com investimento mínimo, justamente pela falta de recursos. “Tudo está sendo feito dentro dos padrões e normas da vigilância. É um espaço que está garantido para o bom atendimento da população”.
A orientação às futuras mamães é para que a partir desta quarta-feira dirijam-se ao Hospital Maicé, assim como a irmã Elisabete lembra que todas as entidades afins, os parceiros nestes trabalhos, como Bombeiros Voluntários e Polícia Militar e unidades de Saúde, também encaminhem seus atendimentos ao Maicé.
A decisão pelo fechamento
Segundo a irmã Elisabete, a decisão foi tomada em dezembro do ano passado, quando tiveram contato com a Secretaria de Estado da Saúde e a partir de um levantamento feito pela coordenação do Hospital Jonas Ramos.
A irmã ressaltou que não foi simplesmente a ala psiquiátrica o causador do fechamento do hospital. “O que gerou problemas financeiros para nós foi ter que manter uma estrutura de hospital geral. Financeiramente não conseguíamos mais sustentar esta realidade. A comunidade sabe que outras entidades já tentaram manter os serviços no Jonas Ramos e também tiveram dificuldades, assim como nós estamos tendo e por isso decidimos pelo encerramento das atividades no local. Então, o déficit gerado não é apenas da ala psiquiátrica, é do hospital como um todo”, explica.





