3 de outubro de 2026
Na Câmara

Em tom de ameaça, moradores exigem medidas contra fechamento do Jonas

Eles estiveram na sessão desta terça-feira falando com os vereadores

Por Caçador Online

Em tom de ameaça, representantes da Associação de Moradores de Caçador e da Vila Paraíso, exigiram dos vereadores, na sessão desta terça-feira, 11, medidas para o não fechamento do hospital Jonas Ramos. “Chega de concordar com os desmandos da Saúde de Caçador. Votamos em você e queremos que alguma coisa seja feita”, disse Gerson Borille, que falou em nome dos moradores.

Ainda, segundo ele, o que falta para resolver este problema são projetos e vontade política. “Se fizeram o Parque Central, por que não usaram o dinheiro para reformar o Jonas Ramos”, indagou Borille.

Ele entregou ao presidente da Câmara, Darci Ribeiro dos Santos (DEM) e para o deputado Reno Caramori, um abaixo assinado contendo mais de 8 mil assinaturas.

A secretária de Saúde, Loely Bellaver, afirmou que o hospital não vai ser fechado, mas sim, ala psiquiátrica. “E esta é a nossa preocupação”, disse, argumentando que a estrutura do hospital está condenada.

A saída, segundo ela, é levar os pacientes para cidades vizinhas, como Santa Cecília ou Curitibanos. “Não podemos obrigar que os atuais gestores dos hospitais mantenham o Jonas aberto”, lembrou.

Os vereadores Antonio Rubiano Schmitz (PP) e Carlos Evandro Luz (PMDB) seguiram na mesma linha de pensamento da secretaria de Saúde. “Situação está muito mais evoluída, só que as primeiras responsáveis a sentar na mesa para nos falar sobre a possibilidade de se manter o hospital aberto são as irmãs, que hoje gerenciam a estrutura”, disse Rubiano.

“Não adianta querer tapar o sol com a peneira e vir apenas com o discurso. Estamos na mão das irmãs. Como o prazo é curto, temos que viabilizar alguma alternativa com o prefeito Saulo Sperotto e ver com elas qual é o problema, para então buscarmos uma parceria para não perder a característica de hospital”, completou o vereador, afirmando que “ou se busca isso, ou independente do voto ou da atitude, perderemos o hospital, e desta vez, para uma cidade menor ainda que Videira”.

Para Carlão, a responsabilidade é de todos e se sobrepõem a partidos políticos e interesses pessoais. “Temos que discutir as perspectivas de viabilização com as irmãs, mas ninguém pode obrigá-las a ali se manterem como gestoras do hospital”, disse.

“Entendo que o mais prudente seria a Câmara buscar o convencimento das irmãs de se manter lá por mais algum período, para que a ala possa ser mantida adequadamente, para ao lado disso, se desencadear ações para que o hospital possa ser mantido ali”, completou.

O presidente da Câmara, Darci Ribeiro, destacou que é parceiro neste movimento. “Sempre defendemos a causa Saúde e por isso, estaremos novamente ao lado da comunidade para buscar uma solução”, afirmou, encarregando os moradores de criarem uma comissão para se reunirem como o prefeito Saulo Sperotto.

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