Saúde
Que a saúde de Caçador nunca foi uma maravilha, isso há de se admitir. Entretanto, continuar se apoiando na administração anterior para justificar erros atuais é inadmissível.
Pois bem, diabéticos de Caçador estão à mercê da boa vontade de servidores que não prestam atendimento adequado e mentem por, quem sabe, preguiça ou mesmo, vontade de atrapalhar o setor, em vez de cumprirem aquilo que são pagos pelo dinheiro da comunidade.
Rubiano Schmitz e Sirley Ceccatto levantaram a questão na sessão desta segunda-feira. Citaram exemplos bem parecidos, que comprovam a inoperância do setor de Saúde em Caçador. Nos dois casos, adolescentes precisam de medicamentos para diabetes, mas não são atendidos.
Rubiano citou que a desculpa dada pela Secretaria de Saúde foi de que na administração passada foram gastos recursos acima do previsto, o que obrigou o setor a ter que fazer licitação para adquirir os produtos.
Com isso, foram entregues algumas caixas do medicamento para o jovem, mas que duraram pouco mais de um mês. Na sequencia, a desculpa da Secretaria, segundo Rubiano, era a mesma. “Não se pode deixar estas pessoas à mercê da sorte, esperando por atendimento”, disparou.
Saúde 1
Sirley apresentou uma situação similar. Segundo ela, uma servidora, de nome Maria, que atende na Secretaria de Saúde, teria dito que não há o medicamento para um adolescente, de 17 anos. Aliás, a mãe do jovem teve como alternativa dada pela dita servidora a de se reutilizar as seringas.
Qual é a capacitação de uma servidora como esta, que trabalha dentro de um ambiente onde se trata da saúde pública e tenta sugerir uma coisa dessas?
“A mãe do jovem me contou que a servidora é amparada por uma placa, que ameaça as pessoas que acaso a tratem com desrespeito, serão punidas. Mas ela pode fazer isso com a comunidade?”, indagou Sirley.
Saúde 2
Mas o pior ainda estava por vir. Sirley afirmou que a mãe do jovem foi até o almoxarifado da Secretaria de Saúde e para a sua surpresa, ficou sabendo que havia o medicamento lá, mas que a mesma servidora, a Maria, continuou contrariando.
Saúde 3
Por este motivo, os vereadores decidiram entrar com um pedido de investigação junto ao Ministério Público. Isso deve ser feito ainda nesta terça-feira. Mas a pergunta que não quer calar é: Para trabalhar no atendimento da comunidade, um dos pré-requisitos para alguns servidores é o mau humor, preguiça e a cara fechada? Detalhe: “alguns servidores” e não todos, mas são estes que acabam estragando a visão do povo para com quem atua nestes setores.
Saúde 4
A situação de uma servidora do posto de saúde do bairro dos Municípios intrigou até mesmo o governista Alcedir Ferlin, o Lilo, do PMDB. Ele revelou que até uma sindicância foi aberta para investigar as chegadas atrasadas dela, mas que de nada adiantou.
“Ela marca horários com as pessoas e nunca está lá, chegando atrasada e atendendo mal”, completou.
Servidores
Lilo fez questão de destacar que não é apenas na saúde que existem funcionários que deixam de exercer as suas funções como deveriam. Segundo ele, até mesmo alguns engenheiros, advogados e outros, de cargos mais altos, fazem questão de chegar atrasados no início do expediente, porque vão deixar seus filhos na escola ou realizar atividades que não as da Prefeitura.
Não repassou?
Vereador Rubiano fez grave denúncia a respeito dos recursos que a Câmara economizou e devolveu à Prefeitura, que deveria repassar à Associação Maria Rosa. “Mas isso não aconteceu, com a desculpa dada pela Prefeitura de que não havia projeto de Lei que autorizasse este repasse”, acrescentou o vereador, salientando que mesmo não tendo sido repassado esse dinheiro para a AMAR, matérias foram veiculadas na mídia, afirmando o contrário.
Taquara Verde
O pedido para que se instale antenas de celular na Taquara Verde não será atendido pelas empresas de telefonia móvel. O motivo seria o alto custo para isso.
Taquara Verde 1
Sirley Ceccatto indicou a construção de uma capela mortuária na Taquara Verde. Argumentou que o custo é baixo e que, se necessário e viável for, a Câmara poderia destinar os recursos.
“Temos que tratar gente como gente, independente se na vida, na saúde, na doença ou na morte”, filosofou.
Parque Central
O vereador Rubiano fez menção ao ex-prefeito Saulo Sperotto, que foi arrojado em construir o Parque Central José Rossi Adami. “O dinheiro sempre esteve à disposição, mas o que faltou foi arrojo para se buscar e encampar um projeto desta magnitude”, salientou.